Infantino diz que o futebol pode melhorar as coisas, mas não mudar o mundo

O presidente da Fifa voltou a falar sobre racismo. Nesta temporada, vários casos já foram registrados, principalmente na Itália

Samuel de Brito
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução / FIFA

A temporada europeia tem tido um início problemático quando se trata de racismo. Com a ascensão de pensamentos extremistas, em poucos meses diversos casos foram registrados de racismo nos principais campeonatos, como na Serie A e na Premier League. E o presidente da FIFA, Gianni Infantino, voltou a falar sobre o assunto. Ele já havia discursado contra o racismo durante a cerimônia do prêmio The Best.

Infantino ressaltou que o problema vai além do esporte: “O que vemos na Itália e na Europa é um problema social. Não podemos ser ingênuos ao pensar que o futebol pode mudar o mundo. O futebol pode ajudar a melhorar algumas coisas. Temos que nos abrir para entender as novas fronteiras do futebol”.

O presidente falou também da importância de eventos como a Copa do Mundo para aproximar nações e culturas como uma ferramenta de combate ao racismo: “Não precisamos estar focados no futebol nacional ou europeu, mas no futebol internacional. Temos que enviar nossas equipes com meninos e meninas ao redor do mundo, jogando e descobrindo novas culturas. Se fizermos isso durante esse tipo de competição [a Copa do Mundo], será bom para todo mundo”.

A Itália tem tido casos recorrentes de racismo. Na partida entre Cagliari x Inter, Romelu Lukaku sofreu com os insultos. Kessié, em Verona x Milan, e Dalbert, em Atalanta x Fiorentina, também foram vítimas de racismo. No caso do brasileiro, o árbitro chegou a paralisar a partida até que os torcedores parassem com os insultos. Até agora nenhum clube foi punido por conta dos casos. O país estuda implantar um observatório contra o racismo no esporte, mas apenas em março de 2020.

Na Inglaterra, Paul Pogba e Marcus Rashford, sofreram com atos racistas após os dois perderem pênaltis. Tammy Abraham, do Chelsea, também foi vítima.

Outro caso que aconteceu na Europa, no início da temporada, foi quando o brasileiro Malcom estreou pelo Zenit, da Rússia, e a torcida pediu para a diretoria “respeitar a história do clube” não contratando jogadores negros.

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