Juliana Veiga: Triste fim para as meninas da ginástica artística

Colunista do Torcedores fala sobre a seleção brasileira feminina de ginástica artística, que não se classificou para a próxima Olímpiada

Juliana Veiga
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação/Ricardo Bufolin/Panamerica Press/CBG

Confesso que fiquei muito surpresa com a eliminação das nossas meninas da seleção de ginástica, que não se classificaram para a próxima Olimpíada. Que triste. Tanto esforço, tanto treino. Essas gurias são guerreiras demais. O que elas fazem é surreal. Não existe limite quando decidem atingir a perfeição. Resistem a dores e lesões que nós normais sequer imaginamos. Só um parênteses: fiz ginástica olímpica durante sete anos, até meus 13 anos de idade. Tenho uma lesão na virilha por estiramento (e foram vários deles), que me incomoda até hoje. Estou com 41.

As lesões de Rebeca Andrade e Carolyne Pedro, há alguns meses, além da lesão da Jade Barbosa, no momento da competição prejudicaram a equipe, sim, mas será que foi só por isso?

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Me preocupa muito o novo modelo de investimento do COB, que prioriza atletas de altíssimo rendimento e que realmente possam garantir medalhas – o que afeta não só a ginástica, mas todos os esportes.

A formação de novos talentos, e temos milhões espalhados por aí esperando uma oportunidade, é fundamental. Vamos pensar no amanhã, né?

Chegamos tão perto em 2016, quando as meninas foram para final por equipes e no individual geral. E há apenas um ano elas brigaram ponto a ponto por uma medalha por equipes no Mundial. Em um esporte que tem uma cultura do desempenho “coletivo” tão forte e tão exigida, é desanimador pensar que elas não estarão juntas em Tóquio. Ainda mais no Japão, do outro lado do mundo, em uma Olimpíada que promete ser incrível. E será!!!

Eu ficaria com o coração partido.

Nos resta torcer, apoiar e vibrar com a Flavinha Saraiva, que levará nossa bandeira e, junto, o coração de tantos torcedores. Vai, Flavinha, arrepiaaaaa! Representa essa nação que te admira muito.

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