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Federação de triatlo dos EUA adota o uso de maconha medicinal

Entidade se torna pioneira no esporte olímpico nacional a adotar o CBD nos atletas

Bárbara Ribeiro
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: USA triatlo/divulgação

Na última segunda-feira (21), o USA Triathlon tornou-se o primeiro órgão governamental nacional dos EUA do Movimento Olímpico e Paralímpico a formalizar uma parceria com uma empresa fabricante de CBD (canabidiol), composto encontrado em variadas proporções no cânhamo da maconha.

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O canabidiol é um composto que pode ser retirado da maconha, que contém o THC que é amplamente proibido. O CBD possui cultivo legal no país e em 2018 foi retirado da lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês). Já o THC e dezenas de outros canabinoides continuam na lista de proibição da entidade.

Os benefícios do uso do CBA por atletas de elite, supostamente, são a prevenção de dores e inflamações. Segundo estudos, ela também é responsável pelo alívio do estresse, ansiedade e ajuda na digestão. A parceria entre a Federação de triatlo dos EUA e a empresa do Colorado, Pure Spectrum, surge há menos de um ano da aprovação do Congresso Americano da legalização do cultivo de cânhamo.

Segundo a federação a empresa utiliza “protocolos rigorosos de testes para garantir que os produtos sejam puros”. Os artigos de CBD estão disponíveis em diversas formas, entre óleos e loções. Os usos do produto sem receita às vezes contêm substâncias proibidas, como THC, que não são listadas no rótulo.

Para o presidente-executivo da USA Triathlon, Rocky Harris, a adesão ao uso de CBD entre os triatletas partiu de uma campanha de seis meses realizada pela organização. A partir daí foram avaliados os riscos e benefícios efetivos da substância nos atletas. Também foi analisado se a federação poderia lucrar de modo responsável com o contrato de patrocínio com uma fabricante.

“Precisávamos poder garantir que, se um atleta usasse um dos produtos deles, não seria apanhado em exames antidoping”, disse Rocky Harris, CEO da USA Triathlon, ao New York Times.

Organizações, Atletas e o uso do CBD

Além da USA Triathlon – Federação de triatlo dos EUA, o Ultimate Fighting Championship (UFC) e a CrossFit também possuem parcerias com empresas do segmento de CBD.

No último final de semana, a estrela do futebol feminino dos EUA, Megan Rapinoe, afirmou que está trabalhando com sua irmã gêmea em uma marca CBD, chamada Mendi.

“Como ferramenta, o CBD tem sido parte integrante do programa de treinamento e recuperação de Megan nos últimos anos”, disse Rachael Rapinoe em comunicado.

A NFL que mantém uma postura rígida para manter a maconha na lista de substâncias proibidas.  Também anunciou que fará um estudo com a droga nas terapias alternativas para a dor.

Porém, no esporte olímpico a situação é um pouco mais delicada. Principalmente, porque as organizações devem respeitar todas as normas da Wada e os atletas passam por avaliações rígidas de antidoping. Já as Federações esportivas privadas, como as ligas dos grandes esportes profissionais dos Estados Unidos, possuem regras e políticas próprias quanto às drogas, criando assim a possibilidade de uso de tais substâncias.

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