Medeiros defende Roberto Melo e diz que não sabe se novo técnico será “tampão” ou terá longo prazo

Presidente do Inter foi pouco convincente sobre o futuro do clube e não deu pistas nem do perfil do novo treinador

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Ricardo Duarte/Inter

Em uma coletiva de imprensa que centralizou as atenções no Inter, o presidente Marcelo Medeiros se mostrou grato ao trabalho do agora ex-técnico Odair Hellmann e mostrou ter bem poucas respostas sobre o futuro do clube. O mandatário, por exemplo, disse que não sabe se o novo técnico será “tampão” até dezembro ou virá para permanecer até o final da gestão no segundo semestre de 2020.

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“É sempre difícil quando a gente vem noticiar a saída de um profissional do clube. Hoje o ciclo do Odair Hellmann chegou ao seu fim. São quase dois anos de trabalho. Me sinto privilegiado por ter oportunizado a ele essa nova atividade, já que ele era auxiliar. Ele recebeu um telefonema para uma reunião e a comunicação foi feita aqui, com o comando do futebol presente. A gente deseja sucesso ao Odair. Acredito que ele voltará ao Inter, porque sai com as portas abertas e evoluirá na carreira”, destacou.

Medeiros garantiu que a direção não conversou até agora com nenhum outro treinador e que para domingo, contra o Santos, no Beira-Rio, o comandante deverá ser Ricardo Colbachini, atual comandante do Sub-23 que está na final do Brasileirão de Aspirantes contra o Grêmio.

“Antes do CSA, não fizemos contato com nenhum treinador. Não falamos com ninguém. Só vamos procurar depois que terminar essa coletiva. Não tem nome, tempo nem perfil. Não sei se é tampão, se é pro final do ano que vem. Vamos trabalhar em cima do vácuo que se criou. Provavelmente o Ricardo Colbachini treina o time contra o Santos”.

E o Roberto Melo?

Bastante criticado pela torcida, o vice-presidente de futebol Roberto Melo segue prestigiado e até bancado por Medeiros, com quem mantém parceria no clube desde o início da gestão em 2017.

O presidente negou com veemência que a manutenção de Melo no futebol seja uma estratégia para ter um sucessor natural no cargo no final de 2020:

“Em nenhum momento fomos pressionados ou procurados pelos atletas para tomar a decisão de hoje. Essa informação me pegou de surpresa. Eu não estava no CT. Hoje estamos em 6°, a gente entende que houve uma grande frustração na Copa do Brasil e não é momento de terra arrasada pra demitir todo mundo. Ser vice de futebol no Inter é estar sempre em avaliação. Nós já passamos por momentos mais difíceis e o Roberto tem a confiança do Conselho de Gestão e temos a lealdade dele”.

“Essa questão política é precipitada, fora de prazo. Não tem nada a ver com política. Nós da gestão não fazemos política. Não se discute isso de processo eleitoral do Inter agora. Apenas em agosto de 2020. Até lá os grupos políticos tem toda a liberdade para conversarem”, concluiu.

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