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México: jogadores “cruzam os braços” por conta de salários atrasados

No México, jogadores do Veracruz protestaram por não receberem seus salários; equipe saiu derrotada em partida válida pela Liga MX

Cleverton Silva
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução/YouTube/Azteca Deportes

Algo um tanto inusitado aconteceu na Liga MX, do México. Na noite de sexta (18), o Veracruz, equipe onde joga Kazim, ex-atacante de Coritiba e Corinthians, simplesmente parou e cruzou os braços durante a partida contra o Tigres.

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A paralisação dos jogadores do Veracruz em campo se deu por conta de salários atrasados dos atletas. Após 1 minuto e meio sem ação do adversário, o Tigres resolveu jogar, marcando dois gols em um rival paralisado.

A partida acabou em 3×1 para o Tigres, com Kazim marcando o único gol do Veracruz.

Porém, ainda houve reclamações, tanto do lado dos jogadores do Tigre, quanto do Veracruz.

O capitão do Veracruz, Carlos Salcido, afirmou que os atletas do Tigres tinham consciência de que o ato de protesto duraria 3 minutos.

“Os jogadores do Tigres sabiam perfeitamente que iríamos parar por três minutos. Ao fim do dia, é uma tristeza, pois somos todos profissionais, mas vocês viram o que aconteceu. Tomara que no futuro eles fiquem bem, e Deus os abençoe”, declarou o zagueiro e capitão do Veracruz.

Já Guido Pizarro, capitão do Tigres, rebateu o que foi dito pelo capitão do Veracruz. Segundo Pizarro, os atletas adversários solicitaram apenas 1 minutos de paralisação, e não 3.

“Não me parece bom que nos façam responsáveis de uma reclamação deles com o presidente. Nós fomos muito claros, e disse a todos os meus companheiros e para alguns dos seus jogadores que não sabíamos disso (que duraria três minutos). Nós falamos com o árbitro que ao primeiro minuto iríamos jogar, como eles sabiam há dois dias. Mas eles queriam fazer um protesto contra o presidente parando três ou cinco minutos, e eu como capitão perguntei ao meu time. E eles pediram para manter em um minuto. Pela manhã, um jogador deles disse que o time não iria entrar em campo, e no fim o fizeram. E se estipulou que seria feita uma foto e parariam por um minuto. Mas muitos deles não estavam sabendo”, afirmou Pizarro.

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