Natália Lara encara “nova estreia” no DAZN à frente da Libertadores Feminina

Narradora é a primeira a ser contratada pelo DAZN

Livia Camillo
Colaborador do Torcedores

Crédito: Foto: Reprodução

Depois de passado o “frio na barriga” pela estreia no Campeonato Paulista Sub-20, a primeira narradora do DAZN, Natália Lara terá mais um debute à frente do serviço de streaming: a Copa Libertadores Feminina. A competição continental, que começa nesta sexta-feira (11) em Quito, no Equador, terá Natália como principal voz nas narrações de Ferroviária e Corinthians. As transmissões começam com o duelo entre Ferroviária e Mundo Futuro-BOL, às 21h30.

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“No dia que o DAZN divulgou as transmissões da Libertadores Feminina, eu recebi uma mensagem do responsável de conteúdo de futebol. Entraram em contato comigo e eu topei”, disse a narradora ao Torcedores. “Fico feliz por terem acreditado no meu trabalho e apostarem em mim. Acredito que vai ser uma caminhada de muito sucesso”, acrescentou. 

Foi nas transmissões dos campeonatos femininos do Brasil, pela internet, que a jovem narradora deu os seus primeiros gritos de “gol”. A fuga dos bordões clichês e o ganho de prática a fizeram despontar nas partidas do Paulista Feminino, pelas redes sociais da FPF. Aliado ao talento, o estudo e a paixão pela modalidade também foram peças fundamentais para o sucesso de Natália. 

“Narrar futebol feminino foi o que me motivou a entrar na área de narração esportiva e com o que eu quero poder fazer a diferença. Na verdade não só o futebol feminino, mas os esportes femininos em si”, contou. 

Representatividade 

Por ser um ambiente majoritariamente dominado por homens, as vozes femininas sempre foram “abafadas” no meio da narração.

“É um desafio bom porque é o que eu gosto de fazer e quero conquistar meu espaço e criar um legado para as próximas gerações de narradoras. Mas ainda existe muita relutância, não só de algumas mídias, mas também de parte do público que consome os esportes”, afirmou. 

Ter uma mulher no Casting de narradores é uma conquista para a categoria. Apesar de ser uma associação aparentemente simples, ter vozes femininas em campeonatos femininos não é bem uma prática comum das produtoras de conteúdo. O DAZN é uma das poucas produtoras a ter mulheres na função.

“Isso é fruto do preconceito, de não conhecer a narração das mulheres e pelo tradicionalismo das vozes masculinas por tantos anos. É tudo questão de tempo e desconstrução”, concluiu Natália.