NBB terá torcida única em algumas partidas da temporada; entenda

A decisão entre os clubes e a NBB se deve para evitar que brigas aconteçam entre torcidas de times de futebol

Danilo Lacalle
Jornalista de formação, e atleta por opção. Especialista em esportes americanos e apaixonado por esportes radicais.

Crédito: Reprodução/Instagram

Pelo menos 12 partidas das 240 que vão acontecer na NBB, serão de torcida única. A prática que o Novo Basquete Brasil vai adotar na fase de classificação já acontece no futebol. E sempre em clássicos, para evitar problemas maiores entre as torcidas. Pelo segundo ano consecutivo, o regulamento do principal torneio de basquete do país determinou que será utilizado este método em partidas que envolverem equipes do futebol brasileiro. Tais como, Corinthians, Flamengo, São Paulo e Botafogo. Favoritíssimos a chegarem, pelo menos, à semifinal.

A decisão não tem a ver com recomendações do Ministério Público ou da polícia. Mas sim, em São Paulo, foi uma decisão das equipes em conjunto com a Liga. No Rio de Janeiro, o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) determinou torcida única nos clássicos de basquete na temporada 2017/2018. Isso, quando o Maracanãzinho não estava aberto ao público. Na temporada seguinte da NBB, o novo regulamento tratou isso como regra.

“A gente tem uma arena pequena, onde cabem 2 mil pessoas, eu vou dividir entre duas torcidas de futebol? Não acaba o jogo. A torcida ainda não está educada. Quem está indo ainda é uma mistura de torcedor que vai ao jogo de futebol. Não de basquete. O Flamengo já amadureceu um pouco, levando muitas famílias aos ginásios. Queremos fazer isso também com o Botafogo, São Paulo e Corinthians. Estes, já estão mais avançados. Quando a gente conseguir levar quem realmente gosta do basquete, aí a gente pode pensar em acabar com a determinação”, diz Kouros Monadjemi, Presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB), organizadora do NBB.

Risco para a NBB

Flamengo e Botafogo jogaram no último final de semana. Em uma partida decisiva do Campeonato Carioca de Basquete, no ginásio da Tijuca. Mas o jogo foi interrompido quando uma torcida organizada alvinegra quase invadiu a arquibancada, repleta de flamenguistas. Os dois times levaram seus atletas às pressas ao vestiário e o jogo foi reiniciado muito tempo depois.

“Isso não pode acontecer em jogos da liga. Ainda mais agora que temos uma multiplataforma e televisionamento. Se dá uma briga e para o jogo, como eu fico? Eu não posso perder essa parte da mídia. O espetáculo precisa de arenas maiores e lá sim podemos fazer divisões”, reforça Kouros.

Decisão amigável

Em ginásios menores não tem chances de acontecer uma partida de torcida dupla. Ao menos, por enquanto. Nesta temporada da NBB, Corinthians e São Paulo vão se enfrentar pela primeira vez em muitos anos. A partida será dia 15 de outubro, no Ginásio Wlamir Marques. O clássico poderia acontecer já nessa semana se o São Paulo tivesse eliminado o Franca e avançado à final do Paulista, contra o rival.

Tanto o ginásio do Morumbi quanto o do Parque São Jorge ficam dentro da área social dos clubes. E, por serem pequenos – e uma decisão que seria arriscada – mantiveram a decisão de torcida única.

Jogar em ginásios maiores é um dos desafios da liga para os próximos anos. “Estamos criando mecanismos. Para a fase classificatória teremos ginásios com um pouco mais de 2 mil lugares. A semifinal e final terão que acolher mais de 4 mil lugares. Mas nossa ideia é aumentar, cada vez mais, a capacidade”, afirma Kouros.

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