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Palmeiras prepara sua migração para o modelo clube-empresa, diz blog

Consultoria foi contratada pelo clube, mas modelo só será implantado se houverem facilidades com impostos

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016, radialista na Paiquerê 91,7.

Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O Palmeiras pode ser um dos primeiros clubes brasileiros a migrarem ao modelo empresarial, segundo publicou o blog do Rodrigo Capelo, do Globoesporte.com.

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O assunto tem sido discutido no Congresso Nacional por meio dos projetos do deputado Pedro Paulo (DEM) e do senador Rodrigo Pacheco (DEM) e tem o clube paulista como um dos entusiastas.

Para dar andamento nos estudos, segundo o blog, o Palmeiras contratou a consultoria EY e tem no diretor jurídico André Sica o principal responsável pela sequência do projeto.

O clube atualmente é uma associação sem fins lucrativos e pode passar ao modelo empresarial como limitada (LTDA) ou sociedade anônima (S/A), tudo dependendo dos benefícios fiscais.

Em resposta a Capelo, no Globoesporte, o Palmeiras confirmou a informação.

“Neste momento o plano do Palmeiras é de profissionalização total, levando o clube para o modelo mais próximo do empresarial possível, com gestão e governança”, escreveu o clube em nota.

“Vale ressaltar que, hoje, contabilmente, o social e o futebol já são separados, com seus centros de custos específicos. Migrar para um tipo societário empresarial definitivamente dependerá de um eventual benefício fiscal que se venha a ter com as novas leis.”

Responsável pela Crefisa, principal patrocinadora do Palmeiras, Leila Pereira também respondeu à publicação e disse simplesmente que “está de olho no mercado”.

“Todos devemos estar muito atentos com a evolução do mundo. O futebol virou um negócio de muito dinheiro e muitas decisões importantes, por isso deve ser tratado com enorme responsabilidade e acredito que deve ser profissionalizado. O amor é fundamental no futebol, porém as decisões devem ser de pessoas que saibam que não podem contratar sem ter o recurso e não podem simplesmente endividar as equipes e sair do clube como se nada tivesse acontecido.”

A patrocinadora disse que o novo modelo de clube-empresa pode “ajudar muito” a evoluir o futebol como negócio, mas exigiu responsabilidade.

“Toda pessoa ou empresa séria que esteja disposta a respeitar as tradições de um determinado clube e passando por todas as análises que sejam necessárias, para proteger o futebol de aproveitadores e gente que apenas queira tirar benefícios particulares, pode ajudar muito o futebol a evoluir como negócio, mas quero deixar claro, tem que ser gente com muita responsabilidade e transparente em suas decisões.”

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