Papo Tático: Intenso e organizado, Manchester United anula Firmino e Mané e arranca empate do Liverpool

Rashford abriu o placar no final da primeira etapa e Lallana foi o herói improvável dos Reds; Liverpool segue invicto após nove rodadas da Premier League

Luiz Ferreira
Produtor executivo da equipe de esportes da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, jornalista e radialista formado pela ECO/UFRJ, operador de áudio, sonoplasta e grande amante de esportes, Rock and Roll e um belo papo de boteco.

Crédito: Reprodução / Twitter / Premier League

Parar o Liverpool, mesmo com o desfalque importantíssimo de Mohamed Salah, não é tarefa fácil. Ainda mais quando sua equipe também sofre com ausências significativas e com a fase ruim de atletas considerados importantíssimos no elenco. O Manchester United foi intenso, organizado e conseguiu anular as principais ações e peças de um Liverpool com muito volume de jogo, mas que sofreu com a marcação importa pelos Red Devils e novamente fez uma partida abaixo do que pode fazer. O time de Jürgen Klopp segue invicto na Premier League, mas o recorde de vitórias seguidas acabou não vindo neste domingo (20). Melhor para os comandados de Solskjaer.

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Enquanto o Liverpool entrava em campo armado no mesmo 4-3-3 costumeiro, o Manchester United se organizou num 5-3-2 que trazia Lindelöf, Maguire e Rojo (substituto de Tuanzebe) alinhados a Wan-Bissaka e Ashley Young. Mais à frente, Fred e McTominay protegiam a zaga e David James e Rashford exploravam os lados do campo e partindo em diagonal na direção do gol. Com os laterais mais presos, o Liverpool encontrava muitas dificuldades para furar o bloqueio defensivo do seu adversário. É bem verdade que o gol de Rashford teve origem em falta de Lindelöf em Origi na intermediária defensiva do Manchester United, mas nada disso tira os méritos dos comandados de Solskjaer. Muita intensidade na marcação, encaixes precisos e alta velocidade nas transições.

Com a vantagem no placar, o Manchester United voltou do intervalo repetindo a estratégia dos primeiros 45 minutos. Andreas Pereira passou a jogar mais próximo de McTominay e Fred com Rashford e David James ainda mais ligados nos espaços deixados na defesa do Liverpool. Enquanto isso, Jürgen Klopp iniciava uma série de modificações que mudariam completamente a cara do Liverpool na partida. Origi deixou o campo para a entrada de Oxlade-Chamberlain e Lallana entrou no lugar de Henderson, redesenhando os Reds num 4-2-3-1 com Mané no comando de ataque e Firmino jogando por dentro como um “camisa 10” mais propriamente dito. Mesmo sem conseguir levar muito perigo, o Liverpool dominava as ações e via o Manchester United ameaçar menos do que no primeiro tempo.

É bom destacar que os comandados de Jürgen Klopp retomaram o controle da partida a partir do momento em que Alexander-Arnold e Robertson entraram mais no jogo. Com o Manchseter United armado numa espécie de 5-4-1 fechado na frente da sua área, não restava outra alternativa aos Reds senão trabalhar mais a bola e buscar o momento certo para fazer o passe certo. E ele veio aos 41 minutos do segundo tempo, quando Robertson recebeu de Chamberlain na esquerda e cruzou à meia-altura. Firmino deixou a bola passar e Lallana apareceu no segundo pau para escorar e empatar a partida. Méritos da insistência e do ímpeto ofensivo do Liverpool diante de um Manchester United ainda organizado, mas esgotado pelo nível de intensidade exigido na partida. Mesmo assim, os comandados de Solskjaer mostraram repertório e força para sair da má fase.

O recorde de vitórias seguidas na Premier League não veio. No entanto, mesmo com a queda de rendimento bastante visível nos últimos jogos da competição, é preciso deixar claro que o Liverpool (talvez junto com o Manchester City) ainda é uma das equipes a serem batidas na Inglaterra e na Europa na atualidade. Por outro lado, a impressão que fica é que o time de Jürgen Klopp segue com grandes dificuldades para enfrentar equipes mais fechadas na sua defesa. Já Solskjaer, mesmo sem contar com muitas opções no banco de reservas, apostou na consistência defensiva e conseguiu jogar de igual para igual com o atual campeão continental e anular as suas principais peças durante quase toda a partida em Old Trafford. Atuação importante para salvar a pele do treinador norueguês e dar mais confiança ao United nesse início de temporada.

Assim como o Liverpool deve melhorar no decorrer da temporada, o mesmo deve acontecer com o Manchester United. Difícil não notar que os Red Devils ainda crescem em momentos difíceis. Mesmo com elenco jovem e sem tantas alternativas como o seu rival desde domingo (20). A tendência é essa.

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