Processo contra Fortnite cita que o jogo é “viciante como cocaína”

Epic Games, produtora de Fortnite, está sendo processada no Canadá por ter desenvolvido um “jogo viciante com a ajuda de psicólogos”

Gustavo Militão
Jornalista de Recife-PE, apaixonado por esportes.

Crédito: Divulgação/Epic Games

Um processo contra a empresa Epic Games, produtora do battle royale Fortnite, está dando o que falar no Canadá. A produtora está sendo acusada de ter criado um jogo tão viciante quanto usar drogas ilícitas, como a cocaína.

Você conhece o canal do Torcedores no YouTube? Clique e se inscreva!

O processo contra a Epic Games deu entrada no Tribunal Superior de Quebec, na última sexta (4). Segundo a queixa, os jogadores de Fortnite precisaram de ajuda para se libertar do vício do jogo, o que motivou o processo. “O vício em Fortnite tem consequências reais para a vida dos jogadores: muitos não comem nem tomam banho, nem mesmo se socializam”, aponta um trecho do documento publicado pelo jornal “Global News”.

Quer saber quais os cinco melhores jogos online grátis para PC? Veja a lista aqui

Jean-Philippe Caron é um dos advogados que está impetrando o processo. Segundo ele, a produção do game “teve a colaboração de psicólogos para deixar o jogo mais viciante”. Ainda de acordo com o advogado, a Epic Games não comunicou aos usuários sobre os riscos e perigos do vício de jogar Fortnite. O processo porém ainda não foi acolhido pela justiça canadense. Até o momento, a produtora não se manifestou sobre o assunto.

Não é a primeira vez que jogos são relacionados com o vício. Há algum tempo atrás, jogos que continham as chamadas loot boxes foram fortemente questionados. As loot boxes são caixas de itens que jogadores podem adquirir nos games, sem necessariamente saber quais itens estão dentro delas. O que foi caracterizado como uma técnica de vício, forçando que alguns países forçassem os jogos a retirar as caixinhas.

LEIA MAIS:

Corinthians anuncia time de Free Fire

PlayStation 5 será lançado no Natal de 2020