Queda de Luxa no Real Madrid se deu após corte de bebidas na concentração, diz Roberto Carlos

Treinador esteve no comando da equipe merengue por 340 dias e acumulou 28 vitórias, sete empates e dez derrotas

Cido Vieira
Jornalista em formação, e apaixonado por futebol desde criança. No Torcedores.com, trabalho como setorista do Botafogo e futebol nordestino

Crédito: Denis Doyle/Getty Images

Ídolo incontestável do Real Madrid, o lateral-esquerdo Roberto Carlos concedeu uma entrevista ao ex-goleiro e hoje apresentador Vítor Baía e fez algumas revelações da “era galáctica” da equipe. Segundo o pentacampeão, o técnico Vanderlei Luxemburgo teve problemas quando comandava o plantel madrilenho após vetar cerveja e vinho dos atletas na concentração.

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“O Vanderlei Luxemburgo ficou seis meses no Real Madrid. No segundo jogo da Liga, tínhamos o costume de chegar na concentração, deixar as malas no quarto e, antes do jantar, tomar nossa cervejinha e nosso vinho. E sempre em cima da mesa tinha o vinho, duas garrafas em cada mesa. Eu e o Ronaldo chegamos no professor e falamos: ‘Temos uns costumes aqui e você vai ver, mas tenta não mudar. Não tira o vinho da mesa e os 20 minutos da cerveja antes do jantar porque senão vai ter problema'”, disse.

“Aí o que ele fez? Tirou primeiro a cerveja e depois as garrafas de vinho. Demorou três meses porque o mundo do futebol é pequeno, as notícias chegaram na diretoria e tchau. Era nosso ambiente de vestiário”, disse o ex-jogador.

Essas declarações contrastam com o que Luxemburgo coloca como principal motivo para sua saída do clube. De acordo com o técnico do Vasco, a relação desgastada com o presidente Florentino Pérez acabou sendo o grande estopim de sua demissão no clube merengue.

“BESTEIRAS” DO PASSADO

Na mesma entrevista, Roberto Carlos revelou que costumava “aprontar” muito, e só era compreendido pelo técnico espanhol Vicente Del Bosque, comandante da seleção espanhola por muitos anos.

“Hoje eu fico pensando como a gente fazia tanta besteira. Acabava o jogo, era só voo privado. Nos encontrávamos na área privada do aeroporto. Era Beckham que ia não sei para onde, o Figo, Zidane, Ronaldo, eu, Casillas… e tinha treino dois dias depois. Eu ia para a Fórmula 1 direto. Eu rezava para os jogos serem de sábado para conseguir ver a Fórmula 1 no domingo, onde fosse. Era voo privado para tudo quanto é lado”, disse.

“O Del Bosque entendia perfeitamente. Ele sempre colocava o treinamento à tarde. Os treinos de segunda e terça eram todos cinco da tarde. Ele não colocava nunca 11 da manhã porque sabia que quase ninguém chegava. Que história bonita, né? Que exemplo bonito estamos dando para as crianças em casa… Não façam o que fizemos, mas ganhem o que nós ganhamos”, completou o ídolo merengue.

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