Renata Saporito: Jornalista, torcedora, com muito orgulho, com muito amor

Apresentadora do BandSports integra time de colunista do Torcedores

Renata Saporito
Colaborador do Torcedores

Crédito: Arquivo pessoal

Acredito que muitos jornalistas, assim como eu, escolheram a profissão pelo amor ao esporte, ao futebol, pelo seu clube do coração. Assim começa a minha história, com juras de amor eterno ao SPFC.

Cresci nas redondezas do Morumbi, sócia de carteirinha. Venho de uma família fanática por futebol, e foi por meio do meu pai, um são-paulino enlouquecido, que a minha loucura surgiu. Nada mais justo do que ter sido criada no clube, desde a escolinha de esportes até os corredores do Morumbi, ne? E claro, todo final de semana que o São Paulo jogava em casa o roteiro era o mesmo: dia no clube, banho, almoço e estádio, durante toda a minha infância.

Nasci em 1982, e com 10 anos de idade eu não queria saber de outra coisa a não ser acompanhar meu time. Mas também, vamos combinar: começava ali uma fase insuportável do São Paulo. Era Telê, e não tinha pra ninguém, títulos atrás de títulos e eu, garotinha já fanática, comecei uma coleção de respeito. Enquanto uns colecionavam papel de carta, bolinha de gude, jogo de botão, tazos, eu estava assim…

Década de 90 se foi, tivemos a Libertadores e o Mundial de 2005, o tricampeonato brasileiro do ídolo Muricy e uma Copa Sul-Americana. A partir daí, a seca começou. Resumo: nunca mais fui à banca. Aguardando ansiosamente por esse momento. Vida que segue e profissão decidida desde pequena: trabalhar com esporte. Falar de futebol, sim, mas falar de tudo. Meu sonho era ser ginasta – e dou umas piruetas até hoje -, mas também não podia ver uma bola que ia correndo, praticava de tudo.

Do esporte para o jornalismo

Em 2001, já na faculdade de Jornalismo, comecei um estágio na Band, na Central de Atendimento ao Telespectador (CAT) e dei início a uma longa jornada. Sabia direitinho toda programação da emissora, mas sempre com foco na busca de um sonho: ser apresentadora do esporte.

No ano seguinte o canal BandSports foi inaugurado e surgiu uma uma vaga de assistente de produção. Lá fui eu! Produção, edição e eu sempre de prontidão, disposta a aprender um pouco de tudo… Tamanha persistência, comecei a pedir pra gravar off (locução), minha voz foi aprovada e fui aperfeiçoando, pedia ajuda, dicas, estudava e, na raça, quando tinha teste para apresentar, eu logo me enfiava. Fiz uns dez, sei lá quantos, e continuava atrás das câmeras pra lá e pra cá, se pintava reportagem eu também ia pra rua, até que me deixaram apresentar aos finais de semana, e aí tudo foi acontecendo… e não acontecendo também, como a paixão pelo meu clube do coração, que não diminuiu.

Salve o jornalismo, viva o esporte, RESPEITO enorme aos adversários e avante meu Tricolor!

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