Rhayner é fã da cultura japonesa e assiste a desenhos animados para aprender o idioma

Ex-Fluminense se encantou pelos hábitos locais, mas ainda sente falta da descontração brasileira

Daniel Servidio
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. 22 anos. Acredita que o mundo é feito de histórias.

Crédito: Divulgação

O atacante Rhayner, de 29 anos, está em sua segunda passagem pelo Japão. Revelado pelo Grêmio Barueri e com passagem pelo Fluminense, o jogador atua pelo Sanfrecce Hiroshima desde março deste ano. Em 2018, passou pelo Kawasaki Frontale. A experiência no Japão, ainda que recente, já rendeu ensinamentos – Rhayner se encantou pela cultura japonesa, passou a “se virar” na cozinha e assiste a desenhos animados para tentar aprender o idioma.

“Eu amo o Japão. Me sinto muito à vontade. Nunca imaginaria, mas estou muito feliz de estar aqui”, disse, em entrevista exclusiva ao Torcedores. “O que eu mais absorvi do país foi a organização. Separar meu lixo de maneira correta, não sujar as ruas, respeitar mais as leis de trânsito, tanto para pedestres quanto para os carros”, completou.

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Rhayner, inclusive, passou a andar mais de bicicleta. Por morar em um local tranquilo de Hiroshima, cidade japonesa, usa o veículo para passear e conhecer novos lugares. O desejo de conhecer coisas novas e aprender vem desde pequeno. “Sempre fui muito inteligente na escola, poucas pessoas sabem disso. Gostava de matemática, química e física. Eu me policio sempre para não falar nem escrever errado”, disse. Ele sempre quis ser jogador de futebol, mas, se não fosse, gostaria de exercer arquitetura, engenharia ou advocacia.

Adaptação

O atacante tem tentando aprender o idioma local de um jeito curioso: assistindo a desenhos animados – algo que já fazia no Brasil. “Sou completamente viciado em desenho animado, e muita gente tira sarro de mim por conta disso. Aqui aproveito para assistir em japonês e tentar aprender”, contou. “Sempre tem um ‘perrengue’ das palavras fugirem da cabeça, ou de cometer um erro engraçado, mas nunca algo muito embaraçoso”, completou.

O que precisou mudar na vida do atleta, no entanto, foi a alimentação. No Japão, o jogador parou de frequentar restaurantes e passou a “se virar” cozinhando.

Rhayner procura se manter próximo ao Brasil assistindo a filmes e ouvindo música – desde Raul Seixas e Dilsinho até Racionais e Renato Russo. A descontração brasileira, por outro lado, ainda faz falta ao atacante. “Sinto falta de brincar com todo mundo. Não que eu não faça aqui, mas sempre fui uma pessoa muito hiperativa no dia a dia, muito extrovertido e aqui não consigo fazer isso tão à vontade quanto no Brasil”, afirmou.

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