Torcedor do Boca Juniors conhece o estádio La Bombonera pela primeira vez aos 72 anos de idade

A visita era uma surpresa para o argentino Pascual Ausilio e foi organizada pelo próprio filho.

Arthur Fernandes
Apaixonado por esportes, Arthur Fernandes nasceu na cidade do Rio de Janeiro e tem 4 anos de experiência em jornalismo esportivo. Em suas horas vagas, Arthur costuma aprender novos idiomas para melhorar a sua comunicação. Além disso, o mesmo é torcedor fanático do Orlando City (futebol) e do SESC RJ (vôlei).

Crédito: Arquivo pessoal

No último sábado (5), Pascual Ausilio realizou o grande sonho de conhecer o estádio do seu time de coração. Aos 72 anos de idade, o adepto do Boca Juniors (ARG) nunca tinha ido à La Bombonera. Portanto, junto de sua família, pôde ter a experiência de visitar o local pela primeira vez na vida no último final de semana. O passeio foi uma surpresa de seu filho e, além disso, o idoso também foi presenteado pela sua filha com uma camisa do clube.

“No sábado, 5 de outubro, pela manhã, meu filho me convidou para tomar café da manhã em Buenos Aires. Fomos juntos com a Maria, minha esposa, e depois do café da manhã, meu filho nos pediu para acompanhá-lo. Quando saímos do carro, estávamos no estádio do Boca. Em algum momento nós conversamos sobre isso, mas não pensamos mais em ir. Acho que quando nasci, em vez de dizer mamãe, eu disse Boca (risos). Desde quando eu era menino, sempre segui o Boca nos bons e maus momentos e, para mim, conhecer La Bombenera foi um sonho. A minha filha também me presenteou com a camisa”, disse Pascual, em entrevista exclusiva ao Torcedores.

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Morador da pequena cidade de Luján, localizada a aproximadamente 70 km de Buenos Aires, Ausilio mostrou-se totalmente grato pela oportunidade e também explicou o fato de não ter vivido essa experiência antes. Além disso, contou um ato de fé que teve durante a visitação.

“Quando jovem, eu fui a um estádio, mas não era La Bombonera. Então, quando mais novo, testemunhei uma situação feia na galeria. Fiquei um pouco assustado e, por motivos da vida, nunca tive a oportunidade de comparecer novamente. Primeiro quero agradecer ao meu filho, porque foi uma grande surpresa para mim e para a minha esposa. É como se você fosse um garoto e, durante toda a sua vida, gostasse de um cantor e te perguntassem se você gostaria de conhecê-lo. Eu não conheci os jogadores, mas eu conheci o estádio e a minha pele arrepiou. Quando toquei a grama do campo e caminhei pelo local foi uma emoção muito grande. Minha mulher morou lá no bairro do Boca Juniors até os cinco anos de idade. Para nós dois foi muito emocionante. Hoje vejo as fotos e me parece incrível saber que estive lá, quero imprimir as fotos e vou espalhar pela minha casa. Além disso, gostaria de dizer que eu tinha uma foto da Virgem Maria, levei para lá e deixei na La Bombonera. O ato de levar a foto da Virgem Maria saiu da minha alma, não apenas para protegê-los durante as partidas, mas também a própria vida de todos”, contou o torcedor.

Conhecer o estádio foi um grande momento na vida do adepto do Boca Juniors (ARG), mas ele revelou que ainda há um sonho pendente de ser realizado: tirar uma foto com um jogador do time.

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“Outra coisa que permanece pendente é conhecer ou tirar uma foto com um jogador que joga ou jogou no Boca. Ábila, Mac Allister, Carlitos, Zarate ou qualquer um deles. Com qualquer jogador, mesmo, pois se você torce para o time é preciso torcer para todos os jogadores. Jogando bem ou mal. O torcedor quer ganhar sempre, porque está animado e nem sempre é possível”, revelou Pascual.

Com capacidade para 49 mil pessoas, o Estádio Alberto Jacinto Armando, mais conhecido como La Bombonera, preocupa os adversários. É um local lendário, místico e intimidador. A torcida fica praticamente dentro de campo e a sintonia do público na arquibancada faz com que o time tenha 12 jogadores em campo. Em duelos contra times brasileiros, os Xeneizes perderam apenas para as seguintes equipes: Paysandu-PA, Santos, Cruzeiro, São Paulo, Internacional, Fluminense e Palmeiras. Contabilizando apenas os jogos oficiais, o time venceu 24 partidas, empatou em sete confrontos e perdeu apenas sete jogos.

“La Bombonera com a própria torcida nos sentimos mais confortáveis e encorajados. Não será fácil essas próximas partidas, mas tenho muita fé. Muitos ex-jogadores dizem o mesmo que eu penso. A paixão dos torcedores ajuda muito. Claro, também porque somos o Boca Juniors. Somos os melhores (risos). Agora vejo que o Boca não está jogando bem. Não tem um time firme. O treinador não tem um grupo estável, pois ele muda constantemente os jogadores. Vai ser complicado, por exemplo, jogar o próximo jogo da Libertadores contra o River Plate. Mas, enfim, Boca Juniors é Boca Juniors e eu tenho muita fé”, opinou Pascual Ausilio.

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