Alterações constantes nas orientações sobre o VAR têm causado insegurança nos árbitros, diz site

Árbitro de vídeo está debutando no Campeonato Brasileiro nesta temporada, mas tem sido alvo de vários questionamentos

Cido Vieira
Jornalista em formação, e apaixonado por futebol desde criança. No Torcedores.com, trabalho como setorista do Botafogo e futebol nordestino

Crédito: Rafael Alaby - Torcedores.com

Motivo de discussão e dono de grande protagonismo no futebol brasileiro, o VAR vem sofrendo duras críticas principalmente pelo seu método de utilização. E o descontentamento não se restringe somente à torcida e clubes. De acordo com a coluna De Primeira, do UOL Esporte, os árbitros não se sentem tranquilos na operação do recurso. Isso foi constatado em uma entrevista do portal com quatro árbitros que atuam na elite nacional e apitaram jogos recentes do certame.

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Entre os ouvidos, foi externado de forma unânime que as diversas mudanças nas orientações recebidas tem atrapalhado e muito, ao invés de esclarecerem. Em consequência do cenário de dúvidas, surgem as decisões polêmicas e até mesmo erros na operação do árbitro de vídeo.

Rodada a rodada do Brasileirão, o chefe de arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, tem reunião com os árbitros tentando explicar lances polêmicos dos jogos. Contudo, a divergência nas orientações  do VAR entre um encontro e outro tem sido presenciada a cada semana.

Procurado pela coluna De Primeira para falar sobre o assunto de insegurança dos árbitros, Gaciba não se pronunciou, houve somente uma resposta institucional da CBF por meio da assessoria de imprensa que afirmou que o árbitro de vídeo é “um processo em andamento, que se consolida a cada rodada”.

Em entrevista ao programa “Seleção SporTV” na última segunda (7), Gaciba falou da dificuldade de criar uma “linha de intervenção geral”, haja visto que alguns lances são interpretativos, contudo, destacou que é necessário haver um equilíbrio na interferência ou não nas decisões de campo. Na mesma conversa, o dirigente revelou que várias mudanças já foram feitas no protocolo do árbitro de vídeo, o que reforça o que foi dito pelos árbitros.

“Pra mim, o meio termo (seria o ideal). Um erro claro não é um erro grosseiro. Estamos nos dando com situações em que existe um erro claro de arbitragem, mas um erro mostrado por uma câmera de trás do gol, que é uma imagem que o árbitro não tem, ele não viu aquilo, não consegue enxergar por aquele ângulo. Então, o que é erro claro?”, questionou Gaciba, que demonstrou incômodo ao responder uma pergunta do comentarista de arbitragem Paulo César de Oliveira.

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