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Bernardinho e José Roberto Guimarães são eternizados no Hall da Fama do COB

Com o Hall da fama, a entidade pretende promover o Olimpismo e inspirar novas gerações

Bárbara Ribeiro
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Gaspar Nóbrega/CBV

Nesta segunda-feira, os dois maiores técnicos da história do vôlei do Brasil, Bernardinho e José Roberto Guimarães entraram para o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB). A homenagem aconteceu durante o evento de lançamento da Superliga de vôlei, em São Paulo.

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Donos de grandes títulos à frente do vôlei do Brasil Bernardinho (dois ouros olímpicos) e José Roberto Guimarães (três ouros). Os treinadores foram eternizados no Hall da Fama do COB por ajudaram na construção da nossa história olímpica.

Na ocasião, foram lembradas as seleções masculinas que conquistaram a prata em Los Angeles 1984 (35 anos da conquista). O ouro em Atenas 2004 (15 anos da medalha).

Além disso, foram feitos moldes das mãos dos treinadores para serem guardados no centro de treinamento do Time Brasil, no Rio de Janeiro. O local, que em breve será futura sede administrativa da entidade, contará com um espaço exclusivo para o Hall da Fama, aberto à visitação pública.

Dono de sete medalhas olímpicas no vôlei, sendo seis como treinador, Bernardinho discursou após sua homenagem.

“Esse não é um prêmio individual, é uma conquista coletiva. Fiz parte de um grupo de atletas que conquistou uma medalha tão significativa. Vim representá-los e também as outras gerações que estão aqui. Então, quero agradecer a cada um de vocês, parceiros de batalhas antigas e companheiros mais jovens, de novas batalhas. Foi uma honra poder lutar ao lado de vocês e é uma honra poder representar todos vocês,” refletiu.

Desafetos dentro e fora de quadra, os técnicos de vôlei possuem uma rixa há anos que vai além do campo profissional. Durante a cerimônia, os dois treinadores, se sentaram em lados opostos, e se cumprimentaram antes de José Roberto subir ao palco. Logo depois da homenagem a Bernardinho.

“Tenho que agradecer às pessoas que jogaram comigo, os meus treinadores e professores. Mas preciso agradecer muito a duas pessoas, além da minha família,: ao Bebeto de Freitas, meu mentor, aquele que me deu a oportunidade de conhecer o que era integrar a seleção nacional; e ao o Paulo Márcio, meu guru, que me ajudou durante todos os anos na seleção”, disse Zé Roberto.

Hall da Fama COB

Além de Bernardinho e Zé Roberto. Fazem parte do Hall da Fama do COB Hortência Marcari, campeã mundial de basquete em 1994 e prata nos Jogos Olímpicos Atlanta 1996. O judoca Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico da modalidade brasileiro (bronze em Munique 1972). O maior medalhista olímpico da vela, Torben Grael. A dupla do vôlei de praia Sandra Pires e Jackie Silva, primeiras brasileiras campeãs olímpicas (Atlanta 1996).  O velocista Vanderlei Cordeiro de Lima, bronze na maratona em Atenas 2004. O único brasileiro a receber a medalha Pierre de Coubertin, maior honraria do Movimento Olímpico.

Até o fim do ano o COB pretende incluir no Hall da Fama Magic Paula, Joaquim Cruz (atletismo, mora nos EUA) e os já falecidos Guilherme Paraense (tiro), João do Pulo (atletismo), Maria Lenk (natação) e Sylvio de Magalhães Padilha (atletismo, ex-presidente do COB).

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