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Bahia esbarra na falta de criatividade dentro de casa

Campeão brasileiro em 1988, Zé Carlos fala sobre o atual momento do Esquadrão, que soma cinco partidas sem vencer como mandante e iguala marca negativa de 2017

Tiago Lemos
Colaborador do Torcedores

Crédito: Felipe Oliveira / EC Bahia / Fernandão lamenta lance contra a Chapecoense.

Acostumado a ser um mandante eficiente, o Bahia chegou a ficar dois anos e três meses sem tropeçar por cinco jogos seguidos em casa. O empate com a Chapecoense, no entanto, fez o Esquadrão igualar uma marca negativa de julho de 2017.

A falta de criatividade do Tricolor quando precisa subir suas linhas e pressionar o adversário é o principal empecilho para obter os resultados em Salvador. Com isso, alcançar o sonho de novamente disputar a Libertadores está cada vez mais difícil.

Contra Athletico-PR (1 a 2), São Paulo (0 a 0), Ceará (1 a 2), Internacional (2 a 3) e Chape (1 a 1), o Bahia somou apenas dois pontos em cinco duelos.

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Diante do clube catarinense, o Tricolor mostrou-se incapaz de superar a última linha adversária e pisar na área com bolas pelo chão. A exceção foi uma jogada individual de Élber, ainda no primeiro tempo. Ao todo, os atletas do Esquadrão realizaram 49 cruzamentos e acertaram apenas 11, de acordo com o site Footstats.

Nas últimas dez rodadas do Brasileirão no geral, são apenas dois triunfos, ambos fora de casa, contra Avaí (0 a 2) e Grêmio (0 a 1). O Bahia também empatou três confrontos e perdeu cinco. Com isso, ocupa o nono lugar do Campeonato Brasileiro, com 43 pontos, a cinco da zona da Libertadores.

Campeão brasileiro pelo Bahia opina

O ex-jogador Zé Carlos, 54 anos, campeão brasileiro pelo Bahia em 1988, analisa o momento do Tricolor. “O Bahia veio com um time ajustado e conseguiu surpreender no início do campeonato. O Roger [Machado, técnico] tirou o melhor do time, com a velocidade. Agora os clubes todos já sabem como o Bahia joga. Claro que o time caiu, algumas peças que vinham ditando o ritmo passaram a não fazer. O Bahia é um time que joga muito no contra-ataque. Tem dificuldade na saída de bola, na criação de jogada”, explicou Zé, que é professor de escolinha de futebol.

Bahia

Pablo Adler / Divulgação / Zé Carlos, campeão brasileiro pelo Bahia.

“Há anos que [o Tricolor] não tem esse jogador pra criar e colocar os atacantes na cara do gol. Quando pega os times com duas linhas de 4, até de 5, dificulta. O Bahia precisa da força física para jogar da maneira que Roger escolheu. Mas quando tem que furar o bloqueio, fazer os lances sem bola, a gente tem muita dificuldade”, completou Zé Carlos, durante bate-papo por telefone.

Para Zé, Esquadrão precisa de liderança dos atletas durante os jogos

“Falta ao Bahia um jogador ou jogadores que são grandes líderes, pra se acertar dentro do campo. Pra direcionar os atletas durante o jogo e facilitar o desenvolvimento dentro do campo. Às vezes, uma colocação dentro do campo pode ajudar”, finalizou o ídolo da torcida tricolor.

Técnico admite queda de rendimento

Logo após a partida contra a Chapecoense, o técnico Roger Machado disse que o Bahia precisa retomar o bom futebol nesta reta final de Brasileirão.

“Eu disse aos jogadores agora que vou tentar buscar o melhor momento de cada um, para que a gente não perca tempo no campeonato e consiga voltar e buscar até o final. Seja com trocas, formação diferente ou passando confiança para os jogadores. Mas que volte ao nosso nível de atuação anterior”, explicou o comandante tricolor.

Neste domingo (10), às 18h, o Bahia terá que parar o Flamengo, líder isolado do Campeonato Brasileiro, no Maracanã. Como o Rubro-Negro deve dominar as ações da partida, o embate será propício ao estilo de jogo tricolor.

Neste caso, Roger Machado deve manter o 4-3-3, com um tripé de marcação no meio-campo e pontas que sobem em velocidade para explorar os contragolpes.

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