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Claudinei Pires, o Dinei, sócio número 11.300 dos Gaviões da Fiel

Personagem de grandes resenhas do futebol brasileiro, atacante corintiano também tem muito o que contar sobre as arquibancadas

Denise Bonfim
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/Instagram

“Primeiro torcedor a se tornar jogador”, como ele mesmo gosta de se definir, Dinei tem uma relação de amor com a torcida do Corinthians, e em especial, com a Gaviões da Fiel, torcida da qual é sócio desde a adolescência, e não se distanciou mesmo após a estreia como profissional no Corinthians, em 1990.

 

A história de vida do atacante poderia facilmente se confundir com uma trama de ficção. Filho do atacante Nei, revelação do Corinthians na década de 60, ele despontou das arquibancadas para a equipe profissional do time do Parque São Jorge logo após uma temporada no Terrão, vivendo o sonho de quase todo garoto brasileiro. Passou por episódios controversos durante sua carreira como o caso de dopping, defendeu outras camisas, mas sua imagem permaneceu intacta na memória corintiana como símbolo de garra e amor à camisa.

Como jogador, foi folclórico. Irreverente e decisivo, ganhou o apelido de “Talismã da Fiel” por se sobressair em momentos decisivos para o clube. Foi assim finais do Brasileirão de 1998 contra o Cruzeiro, clube que defendeu anos mais tarde. Nos três jogos, Dinei participou de todos os gols alvinegros, marcando um e dando assistência para os outros quatro.

“Melhor jogador de 15 minutos do mundo”, como ele mesmo diz, Claudinei Alexandre Pires é a cara da Fiel dentro e fora dos gramados. O sócio número 11.300 dos Gaviões da Fiel e primeiro torcedor organizado declarado a se tornar jogador de futebol profissional, acumula grandes histórias envolvendo sua torcida do coração.

Como é o caso da caravana que quase o tirou do time de base do Corinthians. Aos 17 anos, ele viajou de São Paulo a Salvador de ônibus após uma operação no joelho para assistir ao confronto entre Bahia e Corinthians. As três faltas às sessões de fisioterapia trouxeram problemas para o atacante, que contou com o apoio do Dr. Joaquim Grava para continuar na equipe.

Também na final contra o Cruzeiro, em 1998, Dinei comemorou o título vestindo a camisa da Organizada. O Ministério Público, que na época havia proibido a presença dos Gaviões da Fiel nas arquibancadas, pediu explicações ao atacante.

As resenhas de Dinei estão eternizadas no imaginário corintiano. Suas histórias, raízes, e o “DNA Corintiano”, como ele mesmo explica sua devoção pelo clube, estarão para sempre nos corações de toda a torcida e na própria pele. Em 2016, o até então único tricampeão brasileiro pelo Corinthians tatuou o símbolo do alvinegro no antebraço.

Tudo bem a cara da Fiel. Tudo bem a cara do Dinei.