Dívida da compra de Emiliano Sala deverá ser paga pelo Cardiff, determina Fifa

Atacante Emiliano Sala foi vítima de um acidente de avião em janeiro deste ano. Cardiff deve pagar 6 milhões de euros ao Nantes pela compra do jogador argentino

Jéssica De Paula Alves
Jornalista amapaense migrada em Belo Horizonte (MG). Nascida em março de 1990, é gremista e adora esportes desde a infância. Faixa branca em jiu-jitsu, também é fã de rock e ama unir suas paixões.

Crédito: Divulgação/Cardiff

Mais um capítulo do “caso Sala” foi determinado pela FIFA nesta segunda-feira (4). O Cardiff, clube de futebol galês, deverá pagar a  primeira parcela da compra de Emiliano Sala, que venceu em janeiro. Nesta época, ele morreu em um acidente de avião, quando viajava para começar sua carreira no Cardiff. A informação foi divulgada pelo ESPN.

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O acidente de avião tirou as vidas de Emiliano Sala e do piloto David Ibbotson, em 21 de janeiro. Mas a briga pela compra pelo atacante argentino continua, quase dez meses depois. Assim, o Cardiff deverá pagar 6 milhões de euros ao Nantes (R$ 26,7 mi) dos 17 milhões de euros (R$ 75,6 mi) totais da negociação.

Assim, caso o pagamento não ocorra, nos próximos 45 dias, a FIFA determinou que  “uma suspensão do registro de novos jogadores, nacional ou internacionalmente, passará a valer pela duração máxima de três janelas de transferências consecutivas”.

Hoje na Championship, 2ª divisão inglesa, o Cardiff ainda se recusa a pagar o valor da compra. Por isso, o Nantes entrou com reclamação à Fifa ainda em fevereiro.

Se o clube galês não pagar o valor durante as próximas três janelas, o caso será direcionado para o Comitê Disciplinar da Fifa, que tomará uma decisão formal. O argumento do órgão máximo do futebol é de que a transferência foi concluída antes da morte de Sala, obrigando o pagamento por parte do Cardiff.

Defesa

Contudo, o Cardiff defende-se que as as circunstâncias da tragédia. Diz que ocorreu em uma viagem organizada por um empresário, fazem com que o Nantes seja um dos responsáveis. A Fifa diz que as questões criminais e cíveis são um assunto que deve ser resolvido entre os clubes nos tribunais, e não na própria Fifa.

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