Fórmula E: Sims vence de ponta a ponta em Ad-Diriyah

Inglês ainda puxou o 1-2 da BMW, que viu Günther terminar em segundo. Di Grassi completa o pódio

Leonardo Marson
Jornalista com passagens pelas revistas Racing e House Mag.

Crédito: FIA Formula E

Alexander Sims venceu neste sábado (23) a segunda corrida do ePrix de Ad-Diriyah, etapa de abertura da temporada 2019/2020 da Fórmula E, disputada em um circuito montado nas ruas da cidade localizada na Arábia Saudita. O piloto da BMW Andretti largou da pole position e se manteve na primeira posição ao longo dos 45 minutos de corrida, garantindo sua primeira vitória na categoria dos carros elétricos.

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A segunda posição terminou nas mãos de Max Günther, que completou o 1-2 da BMW Andretti no circuito saudita, ao terminar 1s383 atrás de Sims. Lucas di Grassi completou a corrida na terceira colocação com o equipamento da Audi Sport, e foi seguido por Stoffel Vandoorne, quarto com o carro da Mercedes. O grupo dos cinco primeiros foi completado por Edoardo Mortara, da Venturi.

Oliver Rowland, piloto da Nissan e.dams, terminou a prova em sexto, sendo seguido por Nyck de Vries, sétimo com o segundo carro da Mercedes. Oliver Turvey conseguiu a oitava colocação com o equipamento preparado pela NIO 333, ao passo que Daniel Abt, companheiro de equipe de Di Grassi na Audi Sport, foi o nono, enquanto James Calado, da Jaguar, foi o décimo. Felipe Massa, que foi punido duas vezes, terminou em 20º.

A temporada 2019/2020 da Fórmula E terá sequência no dia 18 de janeiro, com a disputa do ePrix de Santiago, marcado para um circuito montado nas ruas da capital chilena.

Confira como foi a corrida

Antes da volta de apresentação, a Mahindra de Jérôme D’Ambrosio apagou, e o piloto belga abandonou a corrida. Quando a largada foi autorizada, Alexander Sims manteve a primeira posição, sendo seguido por Sébastien Buemi e Lucas di Grassi. António Félix da Costa, se aproveitando do problema com D’Ambrosio, subiu para quarto, seguido por Mitch Evans. Felipe Massa avançou para a 13ª posição.

Sims rapidamente abriu vantagem sobre Buemi, alcançando 1s7 logo na segunda volta. No mesmo momento, o bicampeão Jean-Eric Vergne foi aos boxes cumprir uma punição. Di Grassi, por sua vez, começou a sofrer a pressão de Da Costa, enquanto Sam Bird, que vinha na sexta posição, passou a pressionar o quinto colocado Evans, ainda sem tentar a ultrapassagem.

Brendon Hartley escapou da pista na quarta volta, caindo para a 20ª colocação. Na frente, Sims, Di Grassi e Da Costa começaram a revezar voltas rápidas, com o inglês da BMW Andretti mantendo a diferença para Buemi na casa dos dois segundos. Na sexta volta, o português da DS Techeetah conseguiu superar Di Grassi para tomar a terceira posição. Evans começou a pressionar o brasileiro, mas acabou ultrapassado por Bird.

Sims foi o primeiro piloto a acionar o Modo Ataque, ampliando a diferença para 2s3 para Buemi, que rodou quando restavam 33 minutos para o encerramento da prova, ao ser tocado por Da Costa. Por isso, Di Grassi recuperou a terceira posição, enquanto o suíço despencou para a 14ª colocação após voltar abruptamente à pista, depois de quase acertar Massa, que avançou para a 12ª posição.

Daniel Abt foi punido com um drive through por conta de um problema no mapa de aceleração. O lance entre Buemi e Da Costa passou a ser investigado pelos comissários da prova na sequência. O português acionou o Modo Ataque e superou Di Grassi, tomado a segunda posição. Bird acertou o muro após um toque com Evans, e forçou a entrada do Safety Car, enquanto Pascal Wehrlein também teve o carro danificado ao tocar o carro do piloto da Virgin. Com os incidentes, Massa subiu para a décima posição.

A relargada aconteceu na volta 17, com Sims mantendo a posição, seguido por Da Costa e Max Günther, que superou Di Grassi ao ver o brasileiro acionar o Modo Ataque. O piloto da Audi chegou a cair para a quinta posição ao ser superado por Stoffel Vandoorne, mas superou o belga na sequência. Na volta seguinte, Di Grassi recuperou a terceira posição, se aproveitando do acionamento do Modo Ataque por Günther.

Da Costa foi punido pelo toque com Buemi, e passou pelos boxes na sequência, despencando na classificação. O suíço também foi penalizado, tomando dez segundos pelo retorno à pista. Robin Frijns acertou o muro ao rodar sozinho, provocou a segunda entrada do Safety Car na prova. A lista dos cinco primeiros tinha Sims, Di Grassi, Günther, Vandoorne e Edoardo Mortara.

Massa aparecia em sétimo, mas acabou punido por queima de largada. A relargada aconteceu restando nove minutos para o final, mas a bandeira amarela virtual precisou ser acionada segundos depois, uma vez que o carro de Frijns estava içado por um guincho. Um minuto depois, a relargada foi acionada, com Di Grassi pressionando Sims pela liderança.

O brasileiro acionou o modo ataque e caiu para a quarta posição ao ser superado por Günther e Vandoorne. Com sete minutos para o final, Di Grassi deixou o belga para trás, tomando a terceira posição, enquanto Evans pagou um drive through por conta do toque em Bird. A primeira relargada da corrida passou a ser investigada, bem como Nyck de Vries, por uma suposta irregularidade na bateria.

Sims abriu 3s5 para Günther, e seguiu para vencer pela primeira vez na Fórmula E. Günther terminou em segundo, seguido por Di Grassi. Massa terminou apenas na 20ª posição, depois de ser punido pela segunda vez.