Mauro Beting fala da decepção do 2019 palmeirense

Colunista do Torcedores, Mauro Beting faz um balanço do ano do Palmeiras, com troca de técnicos e sem títulos

Mauro Beting
Mauro Beting comenta futebol em rádio, TV, internet, jornal, blog e livro, faz filme de futebol para cinema, DVD e TV, e comenta no PES 2014

Crédito: Cesar Greco/Ag. Palmeiras


O empataço no Maracanã entre o fenomenal Flamengo de Jorge Jesus e o limitado Vasco do ainda professoral Luxemburgo dá um pouco mais de chances de mais um Brasileiro para quem mais tem no Brasil.

Para não escrever, de fato, que o Palmeiras ainda respira por aparelhos em 2019. Ano de decepções. Mas não de fracassos. Não chegar à decisão estadual empatando contra o São Paulo (que estreava Cuca) no único ponto conquistado em Choque-Rei em 5 anos de Allianz Parque é triste. Foi pouco pelas circunstâncias estaduais.

Ser eliminado nos pênaltis no Beira-Rio pelo futuro vide-campeão da Copa do Brasil “não matou ninguém” na infeliz declaração de Felipão. Mas não era pra causar a comoção que originou. E nem fazer o time se perder ainda mais como definhava no BR-19 pós maledetta Copa América.

Cair bovinamente e sem espírito de porco na segunda etapa no Pacaembu também nas quartas da Libertadores para o Grêmiopesou ainda mais. Era a prioridade. Era realmente uma possibilidade. Já era sem nunca realmente ter sido pelo futebol discutível em quase todo 2019.

Já foi Felipão depois. Veio Mano com ótimos placares. Melhores do que as atuações (exceto mais um show contra o São Paulo).

Mas ainda foi pouco pelo muito que o Flamengo montado em definitivo depois da maldita Copa America tem feito.

Ainda assim, provavelmente, o Palmeiras poderá ser o melhor vice dos pontos corridos. Na melhor campanha em pontos desde 2003. O primeiro clube desde 1959 a ser campeão uma vez, vice na outra, campeão de novo, vice outra vez.

É muito. Mas não parece mesmo o suficiente. Por isso a decepção. Não o fracasso.