Claudiney Batista conquista o ouro no Mundial de Atletismo Paralímpico

Nesta segunda-feira, os brasileiros faturaram cinco medalhas, uma de ouro, uma prata e três bronzes

Bárbara Ribeiro
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Daniel Zappe/Exemplus/CPB

No Campeonato Mundial de Atletismo em Dubai, o Brasil foi ao topo do topo do pódio, nesta segunda-feira (11), no lançamento de disco com Claudiney Batista. Além dele, outros quatro esportistas brasileiros foram ao pódio no quinto dia de competição. Com o resultado o time verde e amarelo ocupa a terceira colocação do quadro-geral de medalhas, com seis ouros, três pratas e seis bronzes.

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A medalha de ouro de Claudiney Batista após duas horas de prova, na classe F56. Na modalidade do lançamento de disco paralímpicos atletas executam as seis tentativas em sequência. Os atletas se sentam em um banco especial e são presos a amarrados para dar firmeza ao movimento.

O brasileiro, foi o sexto a se apresentar. Em sua primeira tentativa, alcançou 42,32m. A segunda posição foi do indiano Yogesh Kathuniya, com 42,05m. No decorrer da prova, Claudiney foi aumentando sua marca. No quinto lançamento, garantiu um novo recorde do Campeonato com 45,92m.

“Foi meu primeiro ouro em Mundiais. Estou radiante, a alegria é muito grande. Agora tenho a vaga para Tóquio e isso me motiva mais ainda. Foi uma prova muito longa, porque alguns atletas tiveram dificuldade para fixar as amarras da cadeira. Procurei manter a calma e o foco enquanto esperava. Agora tenho a medalha que me faltava”, contou o brasileiro que amputou a perna esquerda após um acidente de moto em 2005.

Além de Claudiney, a primeira medalhista brasileira em Dubai, foi Raíssa Rocha que garantiu o lançamento de dardo da classe F56. A brasileira atingiu sua melhor marca na modalidade, logo segunda tentativa com 22,28m. A prova foi uma das mais longas provas do Mundial de Atletismo Paralímpico, durou duas h51min. O ouro foi para letã Diana Dadzete, atual recordista mundial, com 25,54m. A prata para Moavi Motaghian, do Irã (22s67).

“Foi uma prova tensa. Eu sabia que ali eu poderia ser melhor, mas não foi ruim. Estou muito feliz com o bronze. Estou me sentindo bem, sem dor porque venho me recuperando de uma lesão no ombro. Agora vou me dedicar mais para conseguir o índice para os Jogos de Tóquio 2020”, comentou Raissa, que tem má-formação congênita nas pernas.

Quinto dia repleto de pódios para o Brasil

No quinto dia de competições Mundial de Atletismo Paralímpico, em Dubai, o  Brasil conquistou a prata e o bronze nos 400m, na classe T11, com o capixaba Daniel Mendes e Felipe Gomes, respectivamente. Nos 100m da classe T12, Viviane Ferreira faturou o bronze.

Além deles, o fim da manhã, a delegação brasileira recebeu um comunicado de que o atleta João Victor Teixeira herdara a medalha de bronze no arremesso de peso da classe F37 (paralisados cerebrais).

A disputa ocorreu no sábado, segundo dia de Mundial, e o atleta do Rio de Janeiro havia terminado em quarto lugar. O ouro fora para o grego Apostolos Charitonidis, com 15,43m. O resultado da disputa foi anulado pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), que o considerou o vencedor de uma classe acima (F38) para competidores com menor grau de comprometimento físico-motor. Após a revisão, o ouro ficou com Albert Khinchagov, Rússia (15,25m); a prata, para Ahmed Moslah, Tunisia, (14,40m) e o bronze para João Victor Teixeira.

“Os classificadores estavam observando este atleta havia um bom tempo. Ele não era da classe F37, mas a justiça foi feita, não adianta burlar a deficiência para competir com pessoas com menor grau de mobilidade, porque a justiça em algum momento ela vai ser feita, como aconteceu comigo”, comemorou.

Nesta terça-feira, 23 atletas brasileiros  vão  competir no sexto dia de Campeonato Mundial em Dubai. A brasileira Izabela Campos disputa a final do lançamento de disco da classe F11, prova da qual foi bronze no Mundial de Londres 2017.

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