Segundo sentença, ex-cartolas da CBF receberam propina em dinheiro vivo, diz blog

Entidade divulgou mais informações sobre o caso do ex-presidente José Maria Marin; Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero

Brendo Romano
Colaborador do Torcedores

Crédito: Getty Images

A sentença de segunda instância do Comitê de Ética da Fifa teve algumas informações divulgadas. Entre elas o recebimento de propina por parte dos ex-cartolas da CBF, José Maria Marin, Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero. Ambos receberam dinheiro em troca de contratos da Copa do Brasil. A informação é do Blog do Rodrigo Mattos.

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Marco Polo Del Nero foi um dos beneficiários de subornos, e foi condenado pela entidade, sendo banido do esporte. O cartola negou as acusações e recorreu ao tribunal esportivo.

Em janeiro deste ano, a Fifa resolveu divulgar todas as decisões de seus órgãos disciplinares. O que acabou tornando pública a sentença contra Del Nero. Ele foi acusado de corrupção pela Justiça dos Estados Unidos.

Porém, o cartola nunca foi julgado pelos americanos, pois ele não sai do Brasil desde então. Ele foi condenado pelo Comitê de Ética da Fifa em 2018, mas a decisão em segunda instância só saiu em abril de 2019.

Na sentença foram descritas três acusações por corrupção: recebimento de propina em troca de facilitar a concessão dos contratos da Copa do Brasil, Copa Libertadores e Copa América.

Empresas investigadas pela Fifa

As empresas de direitos esportivos que obtiveram os direitos sobre essas competições foram: TyC, Full Play, Traffic e Klefer. Todas pagaram aos cartolas para serem beneficiadas, porém nenhuma aparece nomeada na sentença, mas seu envolvimento já conhecido por parte da Justiça dos EUA.

Del Nero tentou apelar contra a sua primeira condenação, alegando erros e negando haver provas contra o recebimento de dinheiro. Mas, o comitê de apelação da Fifa concluiu que o cartola recebeu US$ 15,2 milhões em suborno. A empresa Klefe, detentora dos direitos do Campeonato sofreu buscas policiais no Brasil.

Entretanto, segundo informações divulgadas parte do pagamento foi em dinheiro vivo. O documento, porém não específica quem recebeu a quantia. Foram R$ 2 milhões para serem divididos entre Del Nero, Ricardo Teixeira e José Maria Marin. As provas foram colhidas através de notas escritas e e-mails com recibos obtidos no cofre e nos computadores da empresa.

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