Visão da Arquibancada: Interlagos precisa ajustar acessibilidade e mostra boa experiência para o torcedor

Interlagos e o GP de F1, em termos de Brasil, tem ótima acessibilidade, o que não descarta alguns ajustes

Carlos Lemes Jr
Colaborador do Torcedores.com.Jornalista formado, desde 2012, e no Torcedores, desde 2015. Matérias exclusivas pelo site publicadas nos portais IG, MSN e UOL.

Crédito: Escadas com degraus curtos são uma das dificuldades em acessibilidade (Fabio Hercules)

Para qualquer emergência, em termos de acessibilidade, como um elevador quebrado em dois dias (tanto na sexta, quanto no domingo), Interlagos tem degraus muito curtos em suas escadas. Tal fato, é extremamente perigoso, se o cadeirante precisar de ajudar para descer das arquibancadas acessíveis. Degraus mais largos, já resolvem a questão.

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Voltando ao assunto do elevador, a primeira impressão que se tem é que ele já está um pouco velho, o que dificultar descer ou subir do equipamento “de primeira”. As travas de segurança demoram a permitir o correto funcionamento do aparelho. Outro problema: o elevador está um nível acima, quando há a parada para o cadeirante descer ao solo. Isso faz com que a cadeira tenha que sair na base do tranco. Solução? Trocar o elevador e aproveitar para deixá-lo ao nível do chão.

Aqui, ressalta-se a simpatia e a extrema boa vontade da equipe de bombeiros presentes no GP de Interlagos.

Um destaque 100% acessível, é o setor para cadeirante no camarote da patrocinadora do evento: amplo (pode caber até três cadeiras de rodas) e confortável.

Exposição sobre Senna é excelente experiência para o torcedor em Interlagos

É uma pena que a exposição com objetos de Ayrton Senna fosse só para essa edição do GP. Patrocinado por uma cervejaria ela apresentava capacetes, macacões, simulador, autorama e até, o que parecer ser uma réplica do primeiro kart do tricampeão, falecido em 1994.

“Essa é uma ação que vai ocorrer durante o ano todo, pelos 25 anos anos de legado do Senna. Começou lá no dia 1º de maio com o Senna Day, depois lançamos a campanha #ObrigadoSenna nas redes sociais onde as pessoas podem mandar lembranças relacionadas ao Ayrton, e nessa semana de GP, tivemos a exibição de todos os carros pilotados por ele na F1, em volta do obelisco do Ibirapuera”, explicou Viviane Senna, irmã de Ayrton, em entrevista exclusiva ao Torcedores no lounge comemorativo da campanha em Interlagos.

Para Viviane, os 25 anos passaram muito rápido com as pessoas, ainda lembrando do irmão.

“Parece que foi ontem (a morte). Eu acho que o Ayrton deixou uma lembrança muito forte nas pessoas, justamente, em um País que não liga muito para memória. Ele é uma exceção.”, completou ela que, além de irmã, é presidente do Instituto Ayrton Senna.

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