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Wijnaldum demonstra apoio à vítima de racismo na Holanda: “Se acontecesse conosco, eu sairia do campo”

Meia holandês, Wijnaldum, mostrou indignação com o caso de racismo na Holanda

Luis Fernando Filho
Jornalista formado, 23 anos, e fanático pelo futebol bem jogado para além das quatro linhas.

Crédito: Divulgação/Holanda

O meio-campista Gini Wijnaldum, jogador da seleção holandesa e Liverpool, revelou em entrevista coletiva o apoio ao companheiro de profissão Ahmad Mendes Moreira, vítima de injúria racial no último fim de semana.

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O atacante ouviu insultos da torcida adversária, no jogo de sua equipe (Excelsior) contra o Den Bosch, pela segunda divisão holandesa. Além de repercutir mundialmente, esse foi apenas mais um caso de racismo na atual temporada.

Wijnaldum, enquanto serve a Holanda nesta data FIFA, resolveu falar sobre o incidente ocorrido em seu país natal.

“Foi muito difícil pessoalmente, nunca esperei que isso acontecesse na Holanda. Fiquei muito chocado”, revelou o holandês.

Além disso, Wijnaldum acredita que a solução do racismo passa por punições severas, para que assim cada vez menos casos ocorram dentro do esporte.

“A punição deve ser tão severa que ninguém conseguirá fazer isso. Se você joga futebol, não está esperando por isso. Essa partida não deveria ter sido concluída. Se isso acontecesse conosco, eu sairia do campo”, afirmou o atleta.

Durante os atos racistas em jogo na Holanda, foram flagradas imagens dos torcedores do Den Bosch fazendo sinais em menção a Adolf Hitler, figura máxima do nazismo. Sobre isso, Wijnaldum mostrou indignação.

“Também foi feita uma saudação a Hitler. Como você pode fazer isso? Isso é realmente desrespeitoso, simplesmente não é possível. E também não pode ser aceito”, finalizou

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