Bruninho projeta Tóquio-2020 e dispara sobre falta de profissionalismo dos clubes brasileiros: “amadorismo”

Em entrevista ao ‘Lance!”‘, Bruninho falou sobre o equilíbrio da olimpíada de Tóquio e questionou a falta de profissionalismo dos clubes brasileiros, citando os casos de abandono que ocorreram na atual Superliga

Andressa Fischer
Gaúcha, 22 anos | Escrevo sobre vôlei, futebol feminino e dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Reprodução/Facebook

Campeão olímpico em casa na Rio 2016, tendo sido um dos protagonistas do título conquistado pelo time de Bernardinho, Bruninho pensa sempre no presente e quer conquistar mais. O levantador projetou a olimpíada de Tóquio-2020, e citou o equilíbrio presente entre seis seleções.

“É um cenário internacional muito equilibrado. Tem pelo menos seis times que aparecem com chances de medalha de ouro: Estados Unidos, Itália e Sérvia ou França, dependendo de quem levar a vaga no qualificatório europeu, em janeiro”, afirmou o capitão da seleção brasileira.

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“Em uma competição rápida como essa, de duas semanas, tudo depende de como cada um chega, na parte física e mental. Sem dúvida, será a Olimpíada mais equilibradas de todos os tempos no vôlei”, completou.

Confira a entrevista completa de Bruninho ao Lance!

O capitão da seleção brasileira ainda disparou contra o nível técnico das equipes brasileiras, e citou a falta de profissionalismo dos clubes no Brasil.

“Temos muito a melhorar. Em nível técnico, existe uma diferença bastante grande entre os principais times e os menores, sobretudo em relação ao orçamento. É algo que, aqui na Itália, é mais equilibrado. Lógico que há quatro times investindo mais, mas os menores conseguem fazer bons elencos, com um investimento justo. Isso gera um equilíbrio e desperta um interesse maior do público, afinal temos jogos disputados em todos os finais de semana”, declarou.

Bruninho critica falta de profissionalismo dos clubes brasileiros

“No Brasil, sentimos falta disso. Vemos equipes com muitos problemas financeiros, que deixam a Superliga na última hora, como este ano, ou que se inscrevem na última hora, ou que chegam com apenas oito atletas para uma partida. Ainda pecamos por esse amadorismo. Acredito que a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) esteja pensando na melhoria da competição. Eles estão tentando”, continuou.

No início da atual temporada, o Botafogo que vive uma grave crise financeira no futebol, encerrou as suas atividades no vôlei. Caso semelhante que também ocorre no América-MG, onde o clube mineiro liberou os seus jogadores para procurar novas equipes.

“Temos de agir, não brigando, mas incentivando a entidade a melhorar isso. Passamos por um momento de dificuldade no país inteiro. É difícil querermos investimento só para o vôlei. Há tanto a melhorar, que às vezes falta apoio para o esporte. Faz parte da crise do país. Mas a questão organizacional dos clubes é fundamental. Eles têm de ser mais profissionais, como vejo aqui. Estamos bem atrás”, finalizou.

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