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De Bruyne assume a batuta do meio-campo e Manchester City atropela o Arsenal em Londres sem qualquer piedade

Camisa 17 marcou duas vezes e deu passe para Sterling marcar seu gol; Manchester City é o terceiro colocado na tabela da Premier League com 35 pontos em 17 rodadas

Luiz Ferreira
Produtor executivo da equipe de esportes da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, jornalista e radialista formado pela ECO/UFRJ, operador de áudio, sonoplasta e grande amante de esportes, Rock and Roll e um belo papo de boteco.

Crédito: Reprodução / Facebook / Manchester City

Quem acompanha o futebol inglês mais de perto sabe muito bem que o Manchester City não teve um bom início de temporada. O escrete comandado por Pep Guardiola (atual bicampeão da Premier League) é apenas o terceiro colocado com 35 pontos na tabela da competição e vem encontrando algumas dificuldades para repetir a boa campanha da edição de 2018/19. Por outro lado, os Citzens conseguiram lembrar a equipe que dominou a Inglaterra nos últimos anos nos primeiros 45 minutos da vitória por 3 a 0 sobre o Arsenal neste domingo, em Londres. E quem (re)assumiu a batuta foi o belga Kevin De Bruyne. Com dois gols e uma assistência para Sterling deixar o dele, o camisa 17 mostrou porque é um dos melhores jogadores da sua posição no mundo. Sem exageros, meus amigos. De Bruyne joga por demais da conta.

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O recital de De Bruyne começou no primeiro minutos de partida (segundos depois do brasileiro Gabriel Martinelli obrigar o também brasileiro Ederson a fazer boa defesa). Fernandinho (que jogava como zagueiro) lançou Gabriel Jesus pela esquerda e este cruzou para trás. Kevin De Bruyne apareceu na entrada da área e acertou um belo chute de primeira, no ângulo do goleiro Leno. A estratégia de jogo do City funcionava porque Pep Guardiola apostou num 4-2-3-1 que soltava Foden e Sterling pelos lados do campo, deixava Gündogan mais próximo de Rodri na proteção da zaga e liberava De Bruyne para circular por todo o campo. E isso sem mencionar o papel fundamental de Fernandinho na saída de bola. Do outro lado, o Arsenal (armado no mesmo 4-2-3-1 do seu oponente) pecava pela falta de concentração e intensidade no ataque. Principalmente de Özil, Pepé e Aubameyang. E além disso, todo o time dos Gunners simplesmente não se achou em campo.

Arsenal vs Manchester City - Football tactics and formations

Manchester City e Arsenal entraram em campo armados no 4-2-3-1, mas eram os Citzens quem melhor aproveitavam os espaços e as chances na partida. Destaque para um Kevin De Bruyne simplesmente mágico e imprevisível.

Quinze minutos depois de abrir o placar, o City fazia o segundo com Sterling. De Bruyne tabelou com Gabriel Jesus, apareceu pela esquerda, chamou a marcação de toda a defesa do Arsenal e encontrou o camisa 7 dos Citzens livre dentro da área e com o gol vazio. A intensidade nas transições, a fluidez do meio-campo e a sempre constante troca de passes do time comandado por Pep Guardiola fez com que o torcedor se lembrasse do belíssimo futebol que encantou a todos nas duas últimas temporadas. E Kevin De Bruyne assumiu a batuta da equipe e simplesmente destruiu o Arsenal com seus lançamentos e passes precisos. O camisa 17 se apresentava no meio, aparecia no lado do campo, ajudava na saída de bola e ainda concluía a gol. Tal como fez (pela segunda vez) aos 39 minutos do primeiro tempo, quando recebeu de Phil Foden pela direita, girou e bateu da entrada da área, no canto direito de Leno.

O segundo tempo em Londres foi apenas uma repetição dos primeiros 45 minutos. As entradas de Bernardo Silva e Mahrez rearrumaram o Manchester City numa espécie de 4-1-4-1 com Kevin De Bruyne armando o jogo um pouco mais por dentro, mas aproveitando e muito a velocidade dos jogadores de frente. Fossem Gabriel Jesus e Sterling mais precisos, os Citzens poderiam ter saído de campo com uma goleada história sobre um Arsenal perdido no tempo e no espaço. Claro que os Gunners não deixaram de atacar, mas foram sucumbindo aos poucos. O ainda interino Fredrik Ljungberg ainda tentou colocar sangue novo no time, mas não adiantou. A prova da superioridade do City de Guardiola e De Bruyne aconteceu aos 37 minutos da segunda etapa, com toda a equipe trocando passes por mais de um minuto. Se o time azul de Manchester jogou tão bem assim, muito se deve a Kevin De Bruyne, o melhor jogador em campo disparado. E com ele em forma, os Citzens são muito difíceis de serem batidos.

Manchester City vs Arsenal - Football tactics and formations

Bernardo Silva e Mahrez entraram na segunda etapa e rearrumaram o Manchester City numa espécie de 4-1-4-1, mas sem mexer no estilo de jogo proposto por Pep Guardiola. E Kevin De Bruyne seguiu regendo a equipe dentro de campo. Atuação de gala em Londres.

O show particular de De Bruyne é um alento e tanto para o time comandado por Guardiola. O Manchester City que encantou a Inglaterra e o mundo nas duas últimas temporadas ainda não conseguiu se encontrar na edição de 2019/20 da Premier League. Há desfalques na defesa (ponto que obriga o treinador dos Citzens a improvisar Fernandinho na zaga) e no ataque. É exatamente por isso que a atuação brilhante de Kevin De Bruyne é tão importante. David Silva está com 33 anos e já sente o peso da idade e da sequência de jogos. Gündogan fica mais preso atrás já que Rodri não tem as características de Fernandinho para organizar a saída de bola. Fora Bernardo Silva, que se envolveu em polêmicas com Mendy por conta de uma “brincadeira” no Twitter. O fato de De Bruyne ter chamado a responsabilidade significa demais para Guardiola. Significa que sua equipe pode recuperar o futebol de outros tempos sem recorrer ao mercado.

Se o Arsenal de Fredrik Ljungberg está sem rumo, o Manchester City de Guardiola vai reencontrando o seu graças à grande atuação do belga Kevin De Bruyne. Com ele em campo (e em boa forma), as chances dos Citzens voltarem a brigar pelo topo é enorme.

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