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De quase negociado a herói na conquista da Champions, Origi mudou sua história no Liverpool em quatro jogos

Divock Origi foi decisivo na conquista da sexta Champions League do Liverpool e pode ser uma importante arma no Mundial de Clubes

Luis Felipe Pereira
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação/ Origi facebook oficial

O Liverpool vem fazendo mais uma grande temporada e tem sido assunto na imprensa em todo o mundo, especialmente no Brasil, em virtude do possível confronto diante do Flamengo na decisão do Mundial de Clubes. O perigoso ataque dos Reds, que tem Roberto Firmino, Sadio Mané e Mohamed Salah é a principal preocupação do clube carioca. Um quarto nome porém, pode ser decisivo para os Reds no torneio e repetir o protagonismo demonstrado na última Champions: Divock Origi.

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Origem e início promissor no Lille

Filho de quenianos, Origi nasceu em 18 de abril de 1995 em Oostende, na Bélgica e começou a dar seus primeiros passos no futebol pelo Genk, mas foi no Lille (França) que se profissionalizou em 2013. Seu desempenho de destaque no clube francês o levou à Copa do Mundo de 2014, na qual marcou o gol da vitória da seleção belga contra a Rússia na estreia e foi titular na maior parte da competição, desbancando Lukaku.

Em alta, o atacante foi contratado pelo Liverpool no mesmo ano por nove milhões de euros. Antes de seguir para os Reds, foi emprestado ao Lille por uma última temporada, totalizando 16 gols e seis assistências ao longo de 89 partidas em sua passagem pela equipe da França.

Momentos difíceis e desconfiança no Liverpool

Cercado de expectativa, Origi não conseguiu repetir no clube inglês as boas atuações que o colocaram em evidência na Ligue 1 e na seleção da Bélgica, tendo uma primeira temporada bastante apagada no Liverpool. Convivendo com lesões, teve seus principais lampejos nas partidas contra Borussia Dortmund (pela Liga Europa) e Southampton (quando anotou um hat-trick na Copa da Liga).

Na temporada seguinte conseguiu estar em campo por mais minutos e jogos, porém seus 11 gols e quatro assistências em 43 partidas não convenceram a diretoria e comissão técnica, que decidiram emprestá-lo ao Wolfsburg.

A virada de Origi em quatro atos

O belga retornou ao Liverpool em baixa em 2018 e pouco utilizado pelo técnico Jurgen Klopp, correu o risco de ser negociado. Por vezes integrando a equipe B dos Reds, o centroavante só permaneceu no elenco porque o clube inglês não recebeu nenhuma proposta para vendê-lo. Com seu contrato se aproximando do fim, Origi precisava de uma virada em sua carreira e ela veio em quatro jogos decisivos.

Ato I – O dérbi contra o Everton

O clássico entre Liverpool e Everton caminhava para um empate sem gols quando Van Dijk acertou o travessão aos 51 minutos do segundo e na sobra, Origi, que havia saído do banco, completou de cabeça para o gol, dando a vitória ao time vermelho.

Ato II – O gol contra o Newcastle

O atacante belga saiu do banco mais uma vez para dar a vitória ao Liverpool na partida contra o Newcastle, na penúltima rodada da Premier League, resultado que manteve a equipe de Klopp viva na luta pelo título até a última partida do campeonato.

Ato III – A incrível virada contra o Barcelona

Em um Liverpool desfalcado e precisando de uma heroica vitória por quatro gols de diferença na volta da semifinal da Champions League, Origi teve seu momento de maior brilho na carreira, balançando as redes duas vezes, incluindo o tento que sacramentou a goleada por 4 a 0 imposta pelos ingleses sobre o Barcelona no Anfield Road e classificou a equipe para a grande final da competição continental.

Ato IV – O gol do título

Origi não poderia encerrar sua temporada de uma forma melhor. Saindo do banco de reservas, foi dele o gol que fechou o placar de 2 a 0 diante do Tottenham na grande final da Champions League e garantiu o sexto título do torneio continental aos Reds.

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