Melhor zagueiro do mundo, Van Dijk chegou a trabalhar em restaurante e assinar o próprio testamento

Trabalhando como garçom para poder treinar na Holanda até chegar ao posto de melhor zagueiro do mundo pelo Liverpool: conheça mais sobre Van Dijk

Luiz Mutschele
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação/Liverpool

Desde o título do Flamengo na Libertadores (e até um pouco antes para os mais otimistas), a reedição do duelo entre o rubro-negro e o Liverpool, que disputaram a final do mundial em 1981, é comentada. Para tentar surpreender a equipe inglesa e vencê-los pela segunda vez, os brasileiros apostam na força de seu ataque, porém encontrarão um grande desafio pela frente, pois enfrentarão ninguém menos que Van Dijk, considerado o melhor zagueiro do mundo atualmente.

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O zagueiro holandês passou a ser conhecido do grande público quando no final de 2017 o Liverpool pagou por ele 75 milhões de euros, tornando Van Dijk o zagueiro mais caro do mundo até então. Muito se questionou sobre o alto valor pago por ele, mas que logo se mostrou um ótimo investimento, pois em pouco mais de uma temporada e meia ele fez da defesa dos Reds uma das mais sólidas da Europa, sendo inclusive eleito o melhor jogador da final da Champions League, vencida pela equipe inglesa.

A ascensão meteórica desde sua chegada ao Liverpool chama atenção até pelo fato de ele já ter 26 anos, porém para quem já jogou junto com ele, parecia apenas uma questão de tempo para que isto acontecesse. Tendo iniciado na base do Willem II (HOL), ele dividia seu tempo entre o treino e o trabalho em um restaurante, onde poucos acreditavam que ele daria certo no futebol.

Foi quando ele chegou ao Groningen também dá Holanda, que de fato sua carreira engrenou, mas também quase terminou de forma trágica. Com 20 anos, ele tinha realizado 23 partidas pela equipe quando passou a sentir fortes dores e passar mal com muita frequência, até depois de um jogo contra o Excelsior quando não entrou mais em campo. Como as dores não passavam, ele foi levado  para que fossem feitos exames para descobrir as razões do mal-estar e depois de mais de uma passagem pelo hospital, o diagnóstico foi de que ele estava com três problemas de saúde: apendicite, peritonite e infecção nos rins.

Tendo passado por uma cirurgia de emergência, ele não mais jogou naquela temporada e chegou até mesmo a fazer um testamento temendo que algo pior pudesse acontecer, como ele mesmo relatou em 2012:

“Ainda me lembro de estar deitado naquela cama. A única coisa que eu podia ver eram os tubos pendurados fora de mim. Meu corpo estava arrebentado e eu não conseguia fazer nada. Naquele momento, as piores coisas passam por sua cabeça. Minha vida estava em risco. Minha mãe e eu oramos, discutimos o que deveria ser feito. Em algum momento, assinei alguns papéis. Era como um testamento. Se eu morresse, o dinheiro seria partilhado. Obviamente, ninguém queria discutir isso, mas precisávamos fazer. Tudo poderia ter acabado”.

A história teve final feliz e ele se recuperou, retornando para disputar a temporada 2012-13 pelo Groningen e seu ótimo desempenho o fez ser vendido ao Celtic. Em cerca de um mês no clube escocês já era titular e durante sua passagem pelo clube conquistou duas Premierships, além de uma Taça da Liga da Escócia. Inclusive a última temporada de Van Dijk foi impressionante: Jogou 58 partidas, ficando fora só de outras três, marcou dez gols e deu seis assistências.

Esse desempenho fez com que o Southampton pagasse 13 milhões de euros e o levasse para Inglaterra em 2015-16. Ele rapidamente se adaptou ao estilo de futebol inglês e em duas temporada acumulou ótimos números jogando pelo Saints, como mostram os dados levantados pelo jornal Mirror: deu mais de quatrocentas rebatidas, mais de cem botes certeiros e teve clean sheets (partidas em que o time não sofre gols) em 30% dos jogos. Tal desempenho chamou a atenção do Liverpool, que o levou para lá no meio da temporada 2017-18.

Pelos Reds, Virgil Van Dijk tem 96 partidas, marcou 10 gols e deu cinco assistências.

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