Medalhista olímpica, Fernanda Venturini analisa seleção de vôlei e fala de sua motivação

Fernanda Venturini, ex-levantadora, analisa os desafios da seleção de vôlei nos próximos jogos olímpicos e afirma: “o que me motivava era ganhar competições”

Danilo Lacalle
Jornalista de formação, e atleta por opção. Especialista em esportes americanos e apaixonado por esportes radicais.

Crédito: Reprodução/Instagram

12 vezes campeã brasileira, bicampeã mundial de clubes, campeã espanhola, bicampeã mundial sub-20 pela seleção brasileira. Fernanda Venturini, ex-levantadora, acumula inúmeras conquistas em sua carreira. O currículo é pesado. A atleta disputou 4 Olimpíadas, faturando o bronze na de Atlanta, em 1996. Além de ter conquistado três títulos do Grand Prix (1994, 1996 e 2004). Nascida em Araraquara, São Paulo, é a única brasileira entre as 4 melhores jogadoras do século XX, de acordo com a Federação Internacional de Vôlei.

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Sempre sobrando em quadra, a atleta conversou com o Torcedores.com.”O que me motivava era ganhar competições. Gostava de ser a melhor e me destacar. Desde sempre, vi que tinha jeito para o vôlei e fui me destacando. Primeiro, quis atingir a seleção da cidade. Depois, do estado. E depois, do Brasil. Buscava todo dia um objetivo maior”, afirma Fernanda.

O público – e atenção – do vôlei feminino brasileiro mais que dobrou de tamanho, de 96 para cá. Mas Venturini sabe que, mesmo com uma torcida maior, a trajetória da seleção nas Olimpíadas não será fácil.

O Brasil nas Olimpíadas

“A Olimpíada mudou muito de antigamente para agora. Várias equipes podem ser campeãs olímpicas. Atualmente, vemos grandes seleções como a Turquia, China, Rússia e Estados Unidos, que são nossas principais adversárias. E o Brasil ainda não se encontrou. Ainda estamos em um processo de mudança e transição, onde colocamos as experientes com as mais novas. Estamos um patamar abaixo. E podemos sofrer um pouco, frente a essas seleções”.

O Brasil possui quatro medalhas: duas de ouro conquistadas nos jogos de Pequim, em 2008, e Londres, em 2012. E duas de bronze: Atlanta, 1996,  e Sydney, em 2000. Mas, ainda assim, Fernanda entende que o nível precisa melhorar. Para isso, “precisa ter apoio do Governo”, afirma. “Precisamos estimular as atletas para que o Brasil se desenvolva e possamos chegar nas Olimpíadas representando bem o país em todos os esportes. No COB, são poucos os esportes que recebem uma força maior. E isso acaba sendo cultural. Damos muito valor para vôlei e futebol. Basquete um pouco, mas e os outros? Precisamos focar nessas demais modalidades, também”, completa.

Fernanda foi homenageada no começo do ano, na Superliga Cimed Feminina 2018/2019, pela Confederação Brasileira de Vôlei, por ser um dos destaques dos 25 anos de história da competição.

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