Portuguesa pode ter Canindé transformado em patrimônio cultural da cidade de São Paulo

Torcedores do clube se organizaram afim de impedir que o estádio seja leiloado por conta das altas dividas da Lusa

Gabriel Maiante
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação - Portuguesa

A Portuguesa terá o pedido de tombamento do seu estádio analisado ainda no mês de dezembro pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp). A princípio, se o processo tiver a aprovação para ser aberto, o Canindé não poderá sofrer qualquer tipo de demolição ou alteração nos próximos dois anos.

No entanto, existe a possibilidade do projeto ser rejeitado e o mesmo ser arquivado pelo Conselho. Vale lembrar que a torcida conseguiu cerca de 5 mil assinaturas e até o apoio do deputado estadual Campos Machado (PTB/SP) para que o pedido se torne realidade. Além disso, o terreno correspondente ao estádio não pertence totalmente a Lusa, porém a outra metade foi cedido pelo estado de São Paulo até o fim do século.

Hoje, a Portuguesa basicamente sobrevive do aluguel do Canindé para eventos. Atualmente, a divida do clube ultrapassa R$ 325 milhões e as atividades envolvendo o futebol são cada vez menores. Em 2019, o time não teve 20 jogos oficiais disputados e desde agosto não tem calendário.

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Contudo, os torcedores da Lusa temem que com a demolição ou venda do estádio do Canindé o clube desapareça de uma vez por todas do cenário nacional. Embora a situação seja das piores, alguns dos representantes do clube procuram investidores para tentar reverter a situação.

Anteriormente, o valor mínimo para o estádio ser adquirido via leilão era de R$ 70 milhões como lance inicial. Entretanto, ninguém se interessou até o momento em adquiri-lo.

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