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Riquelme e Tevez não se entendem em renovação do contrato

Vice-presidente do Boca Juniors segue conduzindo a negociação de maneira fria e objetiva

Gabriel Neves
26 anos. Jornalista formado na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Passagens por Footstats e Placar Uol. Participante do podcast ''As Quatro Forças''.

Crédito: Getty Images

Os ídolos do Boca parecem não estar sincronizados quando o assunto é a permanência do atual atacante em Buenos Aires. Enquanto Carlitos Tevez age de maneira calorosa e, de certa forma, como se Juán Roman Riquelme fosse um companheiro, o cartola demonstra com ações e palavras não ser bem assim quando o assunto são os negócios do clube.

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De acordo com o jornal ”Olé”,  a distância e frieza impostas pelo atual vice-presidente são mensagens de que há uma hierarquia a ser respeitada. Afinal, a partir de agora, será ele quem decidirá sobre as contratações e demissões, quem negociará os contratos, quem cuidará dos prêmios e punições. E talvez a melhor mensagem seja permanecer firme  para se impor perante os comandados.

As diferenças de abordagem no assunto são claras. Tevez adotou o tom de que dinheiro não seria um problema e que o contrato pode ser arrumado em minutos.

Se não ficar no Boca eu me aposento. Eu sonhei em me aposentar com a camisa do Boca. Espero que seja assim e não dessa maneira, machucado e sem jogar os últimos jogos. Eu mereço e meu pessoal merece se aposentar de outra maneira. O contrato não é um problema, não se trata de dinheiro. Arrumamos isso em cinco minutos”, declarou o atacante.

No entanto, a postura zen do jogador contrasta com a do dirigente do clube. Logo após o sorteio da Libertadores, Riquelme reforçou o desejo de contar com o atacante, mas alfinetou Tevez e fez ressalvas importantes.

Quero olhar na cara dele e saber o que ele quer. Se você quiser jogar bola novamente, todos ficaremos muito felizes. Bola é jogada no meu bairro e no bairro dele também. Acho que há dois anos ele perdeu esse desejo de jogar bola ”, disse. 

O maior desafio no momento é domar o ego do atacante e renegociar um valor pagável. Segundo o ”Olé”, os valores atuais são impraticáveis e muita coisa precisaria ser revista para que Tevez e Boca Juniors sigam juntos na próxima temporada.