Torcida do Rayo Vallecano acusa jogador adversário de nazista e jogo é paralisado na Espanha

O jogador ucraniano já foi expulso do Rayo Vallecano, há dois anos, por apoiar movimento neonazista

Luis Fernando Filho
Jornalista formado, 23 anos, e fanático pelo futebol bem jogado para além das quatro linhas.

Crédito: Reprodução

Em duelo válido pela Segunda Divisão da Espanha, neste domingo (15), a torcida do Rayo Vallecano acusou o ucraniano Roman Zozulya, do Albacete, de nazista.

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O jogador é um antigo desafeto do Rayo, o qual havia contratado o meio-campista em meados de 2017, mas logo desistiu justamente por causa de protestos da sua torcida.

Na época vindo do Real Bétis por empréstimo, Zozulya tinha o histórico de apoio às forças paramilitares ucranianas, nas quais têm formação neonazistas em seus núcleos.

Dessa forma, há dois anos, o Rayo acabou desistindo da permanência do atacante, visto que a torcida sempre ligada às causas populares, protestou diante da contratação.

Rayo Vallecano e o caso Zozulya

O ucraniano voltou, neste domingo, ao Estádio de Vallecas, domínio do Rayo na Segunda Divisão da Espanha. No entanto, a maioria da torcida hostilizou sua presença.

Nas arquibancadas do estádio, a torcida do clube chamou Zozulya de “P…nazista” durante todo o momento em que esteve dentro do campo.

O clima hostil em Vallecas, portanto, fez com que o árbitro resolvesse encerrar a partida. Durante o início da segunda etapa, a atmosfera no local não era das melhores.

No fim, o jogo terminou com o placar sem gols e com o personagem do dia saindo às pressas do campo. Após o ocorrido, a La Liga publicou nota e se posicionou.

O que disseram as autoridades com relação às manifestações da torcida

De acordo com a instituição, não medirá esforços para para “erradicar a violência, o racismo e a xenofobia nos estádios de futebol profissional espanhol”.

Já o presidente do Rayo Vallecano, Raúl Martín Presa, lamentou o episódio no estádio e pediu união entre todos os torcedores.

É uma noite muito triste para o Rayo e para o esporte. Queremos condenar os insultos que uma parte da torcida, localizada no fundo, proferiu para um jogador rival. O futebol está para unir as pessoas, não é desunião. Não se pode permitir o que se viveu”, disse.

Como resposta, a torcida do Rayo ironizou os árbitros da partida, assim como o ucraniano Zozulya chamando-o de “comunista”, além de afirmarem que “este bairro tem princípios”.

A comunidade onde reside o Rayo Vallecano possui origens operárias, fator de orgulho para a torcida do clube, que ressalta as raízes populares desde então.

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