“The Last Dance”: Há um ano era lançado o documentário sobre Michael Jordan e o lendário Bulls de 1997/1998

Multipremiada, obra aborda carreira do astro Michael Jordan e a construção da dinastia do Chicago Bulls na década de 1990

Thiago Chaguri
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação/ESPN

“The Last Dance” (“Arremesso Final” no Brasil) completa neste dia 20 de abril um ano de seu lançamento pela Netflix para todo o mundo. Baseado no nome que o técnico Phil Jackson deu à última temporada que comandaria o Chicago Bulls, em 1997/1998, o documentário/minissérie é composto por dez capítulos com duração em torno de 50 minutos cada. Oficialmente, estreou pela ESPN exclusivamente para os Estados Unidos no dia 19 de abril de 2020. Semanalmente – sempre aos domingos nos EUA e às segundas-feiras para o resto do mundo – foram exibidos dois episódios.

O tema central é a temporada do último título da franquia do estado de Illinois, em 1997/1998. Naquela oportunidade, venceu o Utah Jazz da icônica dupla John Stockton e Karl Malone. Jordan anotou os pontos da conquista a cinco segundos do fim em seu último arremesso convertido pelo Bulls, conhecido como “The Last Shot” (o último arremesso). A minissérie aborda diversas nuances e histórias de anos anteriores que culminaram na dinastia construída pela franquia na década de 1990.

Tendo o astro Michael Jordan como estrela principal, a obra também dá destaques ao ala Scottie Pippen, para o ala/pivô Dennis Rodman, além do técnico Phil Jackson e o General Manager Jerry Krause. Contudo, há também outras narrativas e personagens interessantes ao decorrer da trama.

O astro

A obra passeia por Michael Jordan no high school (ensino médio nos Estados Unidos) e pelo título por North Carolina no basquete universitário. Após uma consistente trajetória pré-profissional, mostra também todo o impacto que o ex-jogador causou em sua primeira temporada na NBA como também durante a carreira. A franquia Chicago Bulls, outrora esquecida pela própria população da cidade, virou um fenômeno.

Sua fama fora das quadras e os detalhes da assinatura com a Nike para o lançamento da famosa linha de tênis “Air Jordan” são abordadas pelo diretor Jason Hehir. Há também bastidores do “Dream Team”, seleção americana que participou dos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992. A equipe é considerada uma das mais famosas da história entre os esportes coletivos.

Porém, nada veio fácil. Houveram percalços no caminho da brilhante carreira de “MJ”. As derrotas sofridas para os “Bad Boys” do Detroit Pistons marcaram época na história da NBA. O Bulls precisou da superação do time e do foco de Jordan para dar a volta por cima e abrir caminho para sua dinastia.

Os problemas de Jordan com apostas e a morte de seu pai fazem parte do roteiro. As polêmicas de seu baixo engajamento com a política americana, a primeira aposentadoria, os métodos pouco convencionais de automotivação e a cobrança para com os companheiros de equipe também foram temas no transcorrer da série.

Os “coadjuvantes”

Pippen é sempre lembrado por ser o segundo jogador mais importante da equipe e o companheiro ideal de Jordan. No entanto, enfrentou algumas crises na carreira e sentia-se desvalorizado financeiramente pela franquia. Rodman foi uma figura folclórica na NBA por sua excentricidade. Ao mesmo tempo em que era problemático, também era a solução para o funcionamento do time. Phil Jackson foi contratado por Chicago em 1987 como assistente técnico. Em 1989 assumiu de vez o comando da equipe. Com sua inteligência, o implemento do esquema tático do “triângulo ofensivo” e seus métodos diferentes de treinamento, ajudou a impulsionar o sucesso do Bulls. Krause foi o responsável por montar o elenco vencedor. Porém, o Manager não se sentia reconhecido por seu trabalho e era um personagem difícil de lidar. Por várias vezes entrou em conflitos com Jordan, Phil Jackson e alguns jogadores durante sua administração.

Personalidades da NBA, ex-presidentes e diversas celebridades midiáticas gravaram depoimentos

Apontando a relevância daquele Bulls na história da NBA, foram coletados depoimentos de inúmeros astros da liga e personalidades importantes. Os ex-presidentes dos Estados Unidos Bill Clinton e Barack Obama fizeram parte do elenco. Nomes como Magic Johnson, Larry Bird e Kobe Bryant descreveram a importância de Jordan para o basquete. Kobe gravou sua parte uma semana antes de sua trágica morte. Entretanto, o mais surpreendente foi a participação de um de seus maiores rivais na carreira: O ex-armador dos “Bad Boys” do Detroit Pistons, Isiah Thomas, seu desafeto público.

Jornalistas relataram suas visões sobre os feitos e acontecimentos da trajetória de Jordan e do Bulls. Recheado de boas histórias, o documentário é indicado não somente para quem ama basquete, como também para quem se interessa por uma boa trama e aprecia acontecimentos marcantes.

Multipremiado, faturou o Emmy Awards, o prêmio mais conhecido pelo público e prestigiado pela crítica televisiva, além de vencer em outras cinco premiações norte-americanas. A produção ainda encontra-se disponível na plataforma de streaming Netflix.

 

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