Rubens Menin cita Real Madrid e Barcelona, e projeta o Atlético-MG como potência mundial em cinco anos
O investidor destacou a importância da construção do estádio e colocou o Porto, de Portugal, como exemplo de boa gestão no futebol
Pedro Souza / Atlético
O empresário Rubens Menin, presidente da MRV e que também é conselheiro e atual investidor do Atlético-MG, acredita que o clube mineiro tem tudo para se tornar uma potência mundial, ao lado de equipes como o Real Madrid, por exemplo, em um período de cinco anos de trabalho bem feito e com uma boa gestão do futebol.
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“O Atlético tem potencial para ser conhecido no mundo todo, como o Real Madrid é na China de chegar lá e vender centenas de camisas. Um dos meus sonhos é resgatar o futebol brasileiro como ele já foi, com alguns dos melhores times do planeta. Isso aconteceu há um tempo não muito distante. Não tem nada de Real Madrid, Barcelona, a força do planeta tem tudo pra ser clubes do porte de Atlético e Flamengo”, avaliou Menin em entrevista ao canal do Jorge Nicola, no YouTube.
Menin reforçou como uma boa administração é a peça fundamental da engrenagem e do processo para a potencialização do clube, destacou como está disposto a ajudar. “Precisa ser organizado e superavitário. Quando a coisa encaixar e tudo ficar de pé, isso vira um trem e arrebenta, o time melhora, a torcida vai ao campo, vira uma máquina que começa a andar sozinha. Meu papel é ajudar agora, neste momento, para a coisa andar. Se não for bem estruturado, essa máquina quebra. O sucesso não pode subir à cabeça. Foi bem em dois ou três anos, não faz bobagem, segue o planejamento. Não se pode jogar dinheiro fora, o futebol brasileiro é atrasado porque está fazendo agora algo que clubes da Europa fizeram há muito tempo. Por isso eles estão em outro patamar. A gestão é fundamental e não podemos esquecer nunca do futebol, o carro-chefe desta engrenagem”, completou.
PORTO COMO EXEMPLO:
Para Rubens Menin, o Porto, de Portugal, é um bom exemplo de administração que pode ser seguido pelo Atlético-MG. “Estive com o presidente do Porto, fui lá ver o estádio e eles têm orçamento menor que o do Atlético. É um clube que já foi campeão mundial, muito bem administrado, talvez o mais bem administrado do mundo. Está em uma cidade relativamente pequena, em um país relativamente pequeno. Para outros clubes como Bayern, Real Madrid, isso é fácil. Mas o Porto é muito bem administrado e já foi campeão mundial”, destacou o empresário
IMPORTÂNCIA DA ARENA:
A construção do próprio estádio foi outro ponto destacado por Menin como importante para a transformação do Atlético em potência mundial. “A arena vai mudar a vida do Atlético, mas é preciso fazer investimento no time. Depois, o time vai por conta própria. A gente ajuda nessa hora. Mas é preciso reciclar na base, fazer jogador, além de comprar, vender…essa é a jogada do futebol. Aqui no Brasil não temos times do cacife do Liverpool, do Real Madrid ou de um Paris Saint-Germain, que compram quem eles querem. Meu papel é ajudar neste momento, para a coisa andar. O futebol brasileiro é atrasado porque está fazendo agora o que europeus fizeram há muito tempo. Por isso eles estão em outro patamar. A gestão é fundamental e não podemos esquecer o futebol, o carro-chefe da engrenagem”, avaliou.
NOVA MEDIDA PROVISÓRIA:
Questionado sobre a Medida Provisória 984/2020, assinada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que entre outras coisas dá aos clube mandantes os direitos de transmissão de seus jogos, Rubens Menin reforçou que, apesar do acordo do Atlético com a Globo, o clube pode ter partidas sendo transmitidas por outras emissoras, como a CNN, canal que tem o empresário como sócio.
“Tudo é possível. A CNN é um canal de notícias, mas o grupo por trás da CNN é o maior grupo de mídia do mundo. Inclusive, tem a Fox, que tem direito de transmissão. Isso vai começar a acontecer, igual na Europa. Por que o futebol na Europa deu certíssimo? Porque essas ligas são muito bem gerenciadas, os contratos são muito bons. O cara para entrar na Premier League ganha 40 milhões de libras. Tem que ter um pouco de Fair Play também, assim como a NBA tem Fair Play. O futebol brasileiro tem muito o que evoluir”, ponderou.
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