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São Paulo quis Justiça para ‘defender protocolos’ do Paulistão, diz presidente

Tricolor chegou a sugerir ida a à Justiça para tentar reverter suspensão do Paulistão

Por Victor Martins em 22/03/2021 15:35 - Atualizado há 5 anos

São Paulo FC/Divulgação

O Campeonato Paulista está, por enquanto, suspenso por causa das restrições impostas no estado por causa da pandemia do coronavírus. Mas o São Paulo chegou a esperar que a decisão fosse parar na Justiça para poder liberar a realização de jogos de futebol.

O presidente são-paulino, Júlio Casares, esteve no Seleção Sportv, do canal de TV paga SporTV, e comentou sobre o fato do Tricolor ter votado a favor de que e Federação Paulista de Futebol (FPF) fosse aos tribunais para reverter o decreto do governo estadual que pediu a paralisação do futebol em São Paulo. Segundo o dirigente, a justificativa para a posição de seu clube era a de ‘defender os protocolos’ da entidade.

“Estamos vivendo um momento dramático em nossas vidas e o São Paulo é um exemplo de sempre seguir a ciência e os protocolos e de jamais admitir hipóteses negacionistas. Mas se falando do futebol, temos que nos ater à defesa do protocolo que está sendo usado até aqui. Na verdade, não foi uma decisão para judicializar contra alguém, foi uma decisão para defender os protocolos de saúde. Esse protocolo não protege só os atletas, mas familiares, funcionários e, principalmente, as pessoas em torno” , declarou Casares.

Defendendo os protocolos da FPF, o dirigente tricolor disse que as medidas tomadas são uma forma de controle rígido do vírus entre os atletas e funcionários dos clubes. E que uma nova pausa pode até mesmo interromper toda a provisão de teses aos quais os jogadores se submetem, mesmo com os clubes e federação decidindo seguir a restrição.

“Eu tenho muito receio por uma paralisação maior e ver o futebol sofrer essa falta de controle. Nosso protocolo é exemplar. Não é apenas o teste, mas é uma investigação da vida do jogador fora do clube. Onde ele foi, com quem eles esteve e o comportamento dele. O Ministério Público orientou e o governo aceitou a deliberação, por isso vamos cumprir a paralisação até o dia 30. Entretanto, a nossa posição não foi a de votar a favor da judicialização apenas contra uma posição. Era para defender nosso protocolo. A seriedade e a ciência que hoje o futebol dá exemplo. Foram mais de 40 mil exames dentro do futebol e só 2,2% de detectados (com a Covid). Claro que isso não justifica, que o futebol está isento. Mas, neste momento, todos estamos preocupados”, comentou.

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(Crédito da foto: São Paulo FC/Divulgação)

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