Por guerra na Ucrânia, Schalke 04 rescinde contrato com empresa russa
Time alemão era patrocinado pela Gazprom, estatal do ramo do gás natural, há 15 anos; invasão fez time retirar marca da empresa da camisa
Divulgação/Twitter Oficial Schalke 04
As consequências da guerra na Ucrânia estão se fazendo sentir fortes no cenário esportivo, em especial em relação á Rússia. Nesta segunda-feira (28), o Schalke 04 decidiu por rescindir o contrato de patrocínio com a estatal russa do gás natural Gazprom.
“A diretoria do Schalke 04 decidiu, com a aprovação de seu conselho fiscal, encerrar prematuramente a parceria entre o clube e a Gazprom. A plena capacidade financeira do clube mantém-se inalterada após esta decisão”, diz uma nota publicada pela equipe alemã.
[DUGOUT dugout_id=”eyJrZXkiOiJqUGtPbURwbCIsInAiOiJ0b3JjZWRvcmVzIiwicGwiOiIifQ==”]
Der Vorstand des FC Schalke 04 hat mit Zustimmung des Aufsichtsrates beschlossen, die Partnerschaft zwischen dem #S04 und #GAZPROM vorzeitig zu beenden.
Weitere Infos folgen in Kürze. pic.twitter.com/0Xk3TLty0I
— FC Schalke 04 (@s04) February 28, 2022
O anúncio oficial do fim da parceria entre a estatal russa e o clube de Gelsenkirchen há começava a se dar no final da semana passada, quando da invasão do território ucraniano por parte das forças russas. A marca da empresa, que estampava a camisa dos Azuis Reais há 15 anos, fora retirada do uniforme do clube.
Segundo informações, o contrato entre a Gazprom e o Schalke tinha duração até 2025, com 9 milhões de euros (R$ 52 milhões) sendo pagos ao clube, que hoje disputa a 2.Bundesliga (segunda divisão alemã), anualmente. Havia, inclusive uma cláusula na qual, se a equipe conseguisse o acesso para a primeira divisão, os valores poderiam chegar a 15 milhões de euros por ano para os cofres do time.
A ligação da Gazprom com o futebol não se resume ao time alemão. A empresa já teve sua marca associada a competições europeias, como a Liga dos Campeões e também como patrocinadora do Zenit, do qual também é dona dos Naming Rights do estádio do clube de São Petersburgo (coincidentemente, o time de coração de Vladimir Putin). A empresa, fundada em 1989, tem a maioria das ações com o governo russo, com parte delas nas mãos de investidores privados.

