Narrador da Globo critica postura do Flamengo com o Palmeiras: “Dar o troco por baixo”
Clube carioca ‘vetou’ torcida palmeirense no duelo válido pelo Brasileirão
Cesar Greco/Palmeiras
Com aval do STJD, o Flamengo irá utilizar o direito de reciprocidade em relação a venda de ingressos para o duelo contra o Palmeiras. Como a torcida rubro-negra não esteve presente no duelo de 1º dezembro de 2019, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, a diretoria decidiu dar o troco no rival, fazendo com que o confronto de quarta (20), às 19h30, no Maracanã, não conte com a presença de visitantes no estádio.
Neste cenário, Luis Roberto acredita que o time carioca tomou uma decisão equivocada. Mediante o fato da atitude do Palmeiras ter sido devolvida na mesma moeda, o narrador avaliou que a postura acaba atrapalhando o espetáculo. Dessa forma, em sua visão, a torcida do Verdão deveria estar presente no Maracanã para acompanhar um grande embate entre duas equipes.
“A torcida do Palmeiras está impedida de ir ao Maracanã. Para o Flamengo, é apenas retribuir (o que foi feito em São Paulo). Eu acho que tinha que ter apenas uma regra só. Eu acho que o Flamengo está dando o troco por baixo, é a minha opinião. O Flamengo não deveria buscar essa reciprocidade. Se sou o Flamengo, faria como foi domingo, contra o São Paulo, que vendeu 3.800 ingressos”, disse no programa Seleção SporTV.
Mais de 55 mil ingressos já foram vendidos para Flamengo x Palmeiras, amanhã, no Maracanã.
Expectativa é de 63 a 65 mil torcedores no estádio para a partida desta quarta-feira, pelo Brasileirão.
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? Gilvan de Souza pic.twitter.com/BHO8hZcNKP— Planeta do Futebol ? (@futebol_info) April 19, 2022
ABEL JÁ COMENTOU POLÊMICA ENTRE FLAMENGO x PALMEIRAS
Questionado sobre o assunto, o treinador do Palmeiras criticou a interferência política no futebol nacional. Agora, sem o apoio da torcida, o Alviverde terá a difícil missão de conquistar a primeira vitória no Brasileirão em território rival.
“Isso são questões profundas do futebol brasileiro. Eu já falei várias vezes sobre isso, uma coisa é olhar para o futebol e outra é olhar para aquilo que são outros interesses. Eu sou treinador, a minha parte é treinar e preparar minha equipe. Quem é dirigente tem que dirigir, cada um tem que fazer o seu trabalho. A minha responsabilidade e dos meus jogadores é dentro das quatro linhas, prepará-los bem. Agora, há outros fatores que não controlo, como esse. São questões políticas, vocês sabem que o futebol aqui no Brasil tem muitas questões políticas“, afirmou.

