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Vídeo: Apresentador da Band debocha de Richarlyson após ex-jogador assumir ser bissexual

Richarlyson é alvo de bifobia de apresentador da Band após assumir bissexualidade

Por Rogério Araujo em 24/06/2022 17:10 - Atualizado há 4 anos

Reprodução/Band

No dia em que resolveu falar abertamente sobre sua bissexualidade, Richarlyson foi alvo de comentários preconceituosos do apresentador Ender Love, da TV Band de Curitiba.

Em um vídeo divulgado nesta sexta-feira (24), o apresentador aparece debochando da manchete que trazia as declarações do ex-jogador sobre sua orientação sexual.

“Essa história de bissexual, no mínimo é bicha, né? Bicha! Ah, Richarlyson, para”, diz o apresentador, antes de citar a torcida do São Paulo de forma preconceituosa, já que o ex-atleta também defendeu a camisa do time tricolor.

“A única torcida do Brasil que não briga é a do São Paulo, porque ao invés de brigar, eles ficam vendendo Mary Kay, Jequiti e Avon na arquibancada”.

Assiss:

https://twitter.com/delucca/status/1540390875829862401

Em entrevista ao podcast “Nos Armários dos Vestiários”, do Grupo Globo, Richarlyson revelou ser bissexual. A entrevista foi ao ar hoje e ganhou grande repercussão nacional. Com a declaração, ele se torna o primeiro jogador da história do Brasil com passagens pela Série A do Campeonato Brasileiro e Seleção a se assumir ser bissexual.

Bifobia

As declarações com tom preconceituoso de Ender Love são consideradas como bifobia, que é a discriminação contra pessoas que se consideram bissexuais, ou seja, se relacionam de forma afetiva ou sexual com pessoas de sexo ou gênero diferente.

Bissexuais no Brasil

Este ano, o IBGE divulgou o primeiro levantamento sobre a população homossexual e bissexual brasileira. Segundo os dados, coletados pelo instituto no ano de 2019, 2,9 milhões de pessoas de 18 anos ou mais se declaram lésbicas, gays ou bissexuais no Brasil.

Segundo o Relatório de Mortes Violentas de LGBT+ no Brasil ocorridas no ano de 2021, do Grupo Gay da Bahia, 300 pessoas (lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais, entre outros da comunidade LGBT+) sofreram morte violenta no país no ano passado. 

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