Andrés Sanchez é sincero sobre futuro do Corinthians: “Não vejo com SAF”
Ex-presidente do Corinthians indica próximos passos do clube: “Esse é o futuro”
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Ex-presidente com passagens marcantes pelo Corinthians, Andrés Sanchez falou sobre o futuro do clube e os próximos passos que devem ser traçados nos bastidores. Ele defende a separação de clube social e departamento de futebol e não acredita que SAF seja o modelo ideal para o Alvinegro Paulista.
“Vou falar pelo Corinthians: não vejo o Corinthians com SAF e dono. Vejo o Corinthians, sim, separando clube social do futebol. O clube é dono de 51% das ações do futebol, e 49% das ações vão para um mercado aberto, na bolsa de valores”, explicou ele, em entrevista ao podcast Brasil Futebol Expo.
Clubes como Cruzeiro e Botafogo, que se adaptaram à SAF, têm donos. Andrés Sanchez é a favor de um modelo em que o clube permaneça mantendo a maior parte das ações do futebol.
“Vai levar quatro, cinco, sete, oito anos para acontecer isso, mas acho que esse é o futuro do Corinthians”, disse Sanchez sobre a possibilidade disso acontecer.
Andrés Sanchez ainda deu detalhes sobre seu período como presidente e analisou o atual sistema de gestão no futebol brasileiro:
“Depois que veio o Ronaldo (Fenômeno, em 2009), veio tudo, ganhou tudo, o sarrafo subiu. Futebol não é assim, tem que ter tempo, ter paciência, e nós, cada dia mais, estamos com menos paciência. Achei que o futebol dentro da gestão está mudando. Talvez não com a velocidade que necessite, mas está melhorando. Agora, as políticas dentro do clube pioraram muito, pioraram muito desde o meu primeiro mandato”, ressaltou ele.
“Não adianta, é um clube social sem fins lucrativos, e a política dentro do clube influencia muito. O Corinthians hoje tem negócio de ‘chapinha’ no conselho, então entram oito ‘chapinhas’, são oito donos, é um congresso nacional, são oito partidos”, prosseguiu Andrés Sanchez.
“Você ganha a presidência, você entrou lá com dois partidos, você não dura um ano e as coisas não andam. É muito questionamento, muita desconfiança, vendeu jogador tem ‘rolo’, não vendeu tem ‘rolo’, é difícil. Quando eu assumi a primeira vez, talvez por ter vindo da segunda divisão, aquela coisa toda, o corintiano, a própria imprensa, tinha mais paciência com o Corinthians”, prosseguiu o dirigente, que mostrou exemplos dessas mudanças”, concluiu.

