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Palmeiras: Leila Pereira reconhece cambismo no Allianz Parque e cobra polícia

Leila Pereira disse que o Palmeiras já fez denúncias ao poder público, mas ninguém foi devidamente punido sobre o caso

Por Octávio Almeida Jr em 18/08/2022 09:57 - Atualizado há 3 anos

Fábio Menotti/Palmeiras

Um dos clubes mais ricos e atualmente vencedores do futebol brasileiro, o Palmeiras também mostra que é um sucesso nas arquibancadas.

O clube alviverde encerrou o primeiro turno do Brasileirão Série A com a terceira maior média de público da competição: 34.541 torcedores por jogo.

Entretanto, o cambismo (venda de ingressos por um preço superior ao comercializado pelo clube) é um fenômeno recorrente nos arredores do estádio Allianz Parque.

No próximo domingo (21), o Verdão recebe o Flamengo. O jogo reúne líder e vice-líder da competição nacional e está marcado para começar às 16h.

A expectativa é de jogo com alto nível técnico dentro de campo, mas fora dele, o cambismo deve se repetir.

Em entrevista ao site Globo Esporte, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, avaliou a situação.

“Precisa o poder público punir esse tipo de gente e o torcedor não comprar ingressos de cambistas. Quando tem procura, tem oferta”, iniciou.

A dirigente também fez cobranças. “Não pode jogar a reponsabilidade toda no clube. Não posso controlar ação de bandido. É a polícia”

Leila Pereira relatou que o Palmeiras já acionou o poder público sobre cambismo. Entretanto, o resultado final das investigações não foi satisfatório.

“Nós mesmos já denunciamos um problema de cambismo com ingressos do patrocinador. Vocês viram. Foi noticiado. Quem foi punido? Ninguém. A impunidade é a semente do próximo crime”, relatou.

A empresária também reconheceu que a biometria resolveria o caso, mas o Palmeiras, hoje, não tem condições financeiras.

“A biometria depende de um investimento de milhões para mudar todas as catracas. Hoje não temos (verba). A solução seria essa. Não tenho dúvida”, cravou.

De acordo com Leila Pereira, o clube não pode fazer mais nada a respeito. “Temos um controle até determinado ponto quanto à compra de ingressos do Avanti”, explicou.

“Quando vemos um momento suspeito, a gente derruba. Esse tipo de policiamento a gente faz”, prosseguiu a presidente do Palmeiras.

“Mas não é possível controlar toda a operação. No momento é o que podemos fazer: ver atitudes suspeitas e derrubar”, concluiu Leila Pereira.

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