Home Futebol Aubameyang assume camisa “amaldiçoada” em chegada ao Chelsea; entenda

Aubameyang assume camisa “amaldiçoada” em chegada ao Chelsea; entenda

Com passagens de Fernando Torres, Higuain e outros atacantes usando a mesma numeração, ex-Barcelona chega ao Chelsea buscando ascenção

Por Danilo Lacalle em 02/09/2022 15:15 - Atualizado há 3 anos

Divulgação/ Chelsea

Aubameyang deixou o Barcelona no último dia de janela de transferências do mercado da bola europeu e chegou ao Chelsea para assumir a “amaldiçoada” camisa 9. O jogador de 33 anos chegou ao clube inglês pelo total de 14 milhões de libras (R$83 milhões de reais, na cotação atual) e voltou às atenções para o número escolhido, logo em sua chegada.

E a polêmica com a camisa 9 do Chelsea vem devido ao desempenho ruim de todos os jogadores que chegaram ao clube inglês para utilizar essa numeração. A mesma escolhida por Aubameyang. Sendo o mais recente a utilizar a 9, o atacante Romelu Lukaku, que chegou à equipe após uma contratação milionária no valor de 97,5 milhões de libras (R$583 milhões de reais, na cotação atual), a numeração não deu sorte e o Belga foi emprestado nesta janela de transferências para a Inter de Milão, após não ir bem no Stamford Bridge. Com a camisa azul, anotou apenas 15 gols em 44 jogos, o que não agradou à equipe.

Durante a carreira, Aubameyang utilizou a camisa 14 no Arsenal. No Borussia Dortmund, a 17 e, no Barcelona, a 7. Na seleção do Gabão, o craque utiliza a camisa 9, que escolheu em sua chegada ao Chelsea, também. Vale ressaltar que atuando pelo time nacional de seu país, o atacante tem 30 gols anotados em 72 partidas.

Lista de antecessores de Aubameyang com a camisa 9 é ruim para o Chelsea

Mas antes de Aubameyang, muitos outros jogadores vestiram a numeração e não se deram bem pelo Chelsea. Em 1999, o time inglês contratou Chris Sutton, que chegou por 10 milhões de libras do Blackburn. Durante sua passagem, anotou apenas 1 gol em 39 partidas e foi vendido no ano seguinte para o Celtic por 6 milhões de libras.

Mateja Kezman foi outro nome que pintou na equipe. Em 2004, o atacante sérvio chegou por 6 milhões de libras do PSV, mas anotou 4 gols em 25 jogos, até sair para o Atlético de Madrid. E a “maldição” da camisa 9 continua com Khalid Boulahrouz, em 2006. Este, diferente de Aubameyang, era zagueiro. Mas as recorrentes lesões o impediram de ter uma boa sequência na Premier League e atuou apenas 20 vezes até ser emprestado para o Sevilla.

A lista preocupante para Aubameyang segue com Steve Sidwell, que em 2007 chegou ao Chelsea após deixar o Arsenal, onde atuou por quatro anos. Atuou por 25 partidas, junto a Frank Lampard, até ser vendido ao Aston Villa. Já em 2008, Franco di Santo, atacante argentino chegou do Audax Italiano, do Chile, por 4 milhões de libras. Fez apenas 16 jogos e não conseguiu anotar nenhum gol. Saiu para o Blackburn por empréstimo.

Em exemplos mais recentes para que Aubameyang se preocupasse com a camisa 9, o Chelsea sofreu com a ausência de um camisa 9, inclusive, em uma partida contra o Corinthians. E o motivo foi Fernando Torres, que esteve no clube de 2011 a 2015 e não conseguiu ser tão decisivo no time (errando, inclusive, muitos gols na final do Mundial de 2012 contra o Timão). Chegou ao clube por 50 milhões de libras e até fez o gol da vitória da semifinal da Champions League em cima do Barcelona, naquele mesmo ano. Mas nunca conseguiu desencantar, de fato. Foram 45 gols em 172 jogos.

Na sequência, três outros atacantes também não vingaram com a mesma numeração. Radamel Falcão, em 2015, chegou do Manchester United por empréstimo e disputou apenas 12 jogos com um gol anotado. Álvaro Morata chegou em 2017 por 60 milhões de libras, anotou 15 gols, mas após sua segunda temporada, voltou ao Atlético de Madrid. E Gonzalo Higuain, em 2019, chegou sob desconfianças de sua forma física, que acabaram se concretizando pouco tempo depois. Mesmo sem idade avançada como Aubameyang, teve cinco gols em 19 jogos disputados. Seis meses após a chegada, voltou à Juventus, deixando a polêmica camisa 9 do Chelsea vaga, novamente.

Exit mobile version