PVC projeta volta por cima de clube brasileiro: “Vai brigar por títulos”
Jornalista fez análise profunda e destacou potencial envolvendo disputa por troféus a partir de 2023
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Lutando pelo acesso na Série B, o Vasco passou a ter uma esperança em seu horizonte. Negociando sua SAF ao grupo 777 Partners, a equipe carioca terá um aporte financeiro de R$ 700 milhões, algo que pode motivar uma volta por cima do clube nos próximos anos. Sendo assim, na visão de Paulo Vinícius Coelho, o cenário irá se concretizar no futuro, já que o projeto possui bases fortes e prioriza o trabalho de longo prazo.
“A SAF do Vasco vai investir mais. O Vasco não vai ser o time gigante disputando todos os títulos no ano que vem, mas vai ser um time que vai voltar a brigar por títulos em 2023, 2024, 2025… em algum momento vai acontecer isso.”, destacou o jornalista ao BarbaCast.
Vasco e 777 Partners concluem operação da SAF PVC.
— Vasco da Gama (@VascodaGama) September 2, 2022
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Mesmo com a projeção envolvendo o Vasco, PVC acredita que os clubes precisam de cautela para adotar o sistema de SAF. Ainda que se trate de um assunto que envolve coleta de dados e uma série de estudos, o jornalista da Globo indicou que a transformação, além de encerrar o domínio político nos bastidores, garante uma nova fonte de receita, já que haverá empresários focados em gerar lucro e alavancar os ganhos.
“O Atlético de Madrid quebrou, foi para a segunda divisão e voltou. O Sevilla quebrou e voltou… SAF não é para se safar e para jogar nada debaixo do tapete. Tem dois pontos positivos da SAF: quebrar essa vida escrava de Conselho Deliberativo onde os conselheiros vão para reuniões de clubes como vão para reuniões de condomínio discutir vagas de garagem. O cara vai para reunião de Flamengo, um clube que pode faturar R$ 1.5 bilhão, e tá preocupado se vai ter uma vaga de estacionamento. O cara acha que é dono porque é conselheiro. O segundo ponto é criar uma nova fonte de receita. Você deixa de ter política e tem uma visão empresarial. É possível quebrar a vida política sem ser SAF? É, mas se precisa profissionalizar todos os departamentos estratégicos como Real Madrid e Barcelona fizeram, mas o Barcelona nos mostra que isso não é perfeito.“, analisou.
“A partir do momento que o Vasco vende 70% das ações, se coloca um capital de R$ 700 milhões e o empresário vai ter que fazer um time competitivo se quiser ganhar dinheiro. O clube tem 30% e pode vender 2%, 5%, 10%… dentro disso, vai ter clube que vai quebrar e nadar de braçada. O Cruzeiro era um time alavancado que ganhou dois Brasileiros e duas Copas do Brasil, mas quebrou e foi parar na segunda divisão“, completou PVC.

