Home Futebol Chapecoense: seguradora perde e processo de R$ 4,8 bilhões volta para Justiça dos Estados Unidos

Chapecoense: seguradora perde e processo de R$ 4,8 bilhões volta para Justiça dos Estados Unidos

Empresa de seguros do voo da tragédia da Chape perdeu ação para manter processo de indenização das vítimas fora dos EUA

Por Victor Martins em 23/12/2022 18:54 - Atualizado há 3 anos

Divulgação/Chapecoense

O processo de indenização das famílias das vítimas do tragédia do voo da Chapecoense, no final de 2016, ainda segue. Nesta semana, mais um capítulo do caso se deu com uma derrota da Tokio Marine Kiln, a reseguradora do voo que matou 71 pessoas, num processo movido na Inglaterra.

Segundo o jornal O Tempo, a empresa foi derrotada na justiça inglesa em sua tentativa de mover o processo no qual seria condenada a pagar indenização aos familiares das vítimas do acidente, ocorrido quando os atletas da Chape viajavam para disputar a final da Copa Sul-Americana na Colômbia, contra o Atlético Nacional. Este estava correndo na Justiça dos Estados Unidos e uma liminar foi conseguida na Inglaterra para parar tal ação de correr nos EUA.

Segundo a Justiça americana, a Tokio Marine Kiln terá de pagar até R$ 4,8 bilhões aos familiares por ser a empresa que operava a apólice de seguro do voo que resultou na tragédia. Mas a empresa, que é sediada no Reino Unido, requereu que a Justiça inglesa fosse a mais competente para julgar o caso. O que vai contra o que os advogados das famílias pedem, que é o processo correndo em Miami por ser onde foram negociadas as apólices da seguradora com a LaMia (empresa aérea) e a corretora Aon.

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A decisão foi comunicada aos advogados das famílias das vítimas do voo da Chapecoense na quarta-feira (21) e permitirá que a ação siga em Miami. Ainda que não seja uma decisão que peça o pagamento imediato das indenizações, esta poderia facilitar na visão dos advogados dos familiares decisões favoráveis a si nas próximas instâncias.

No entanto, há um processo movido contra a Aon que seguirá correndo na Inglaterra. Segundo informações, no pedido da Tokio Marine Kiln, constam ainda mais 12 empresas dentre gestoras e resseguradoras, uma delas, a Bisa, que é a responsável pelo seguro do voo da Chape. É nestas as quais os advogados querem as ações para que as indenizações sejam pagas.

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