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Palmeiras: entenda o que diz Abel Ferreira sobre a chegada de reforços

Verdão vivencia pequena turbulência nos bastidores, e torcida chegou a pichar o muro do Allianz Parque pedindo reforços

Por Cido Vieira em 23/01/2023 09:36 - Atualizado há 3 anos

Cesar Greco - Ag. Palmeiras - Divulgação

Após o empate sem gols no clássico contra o São Paulo, o técnico Abel Ferreira fez um desabafo quando foi questionado sobre as movimentações do clube no mercado da bola. Indagado sobre as cobranças disparadas pela torcida contra a presidente Leila Pereira, o português de uma longa resposta sobre o assunto.

Embora tenha manifestado entendimento parcial, Abel Ferreira pediu de uma ou duas contratações e com qualidade para chegar e jogar, sem contestação.

“Se calhar cometi alguns erros no passado. Quero jogadores prontos, que vão fazer a diferença. Se vierem jogadores que a gente precise potencializar e formar, vou usar a base. Queremos jogadores que não haja dúvidas para ninguém”.

“Não tenho problema nenhum com se é medalhão ou não. Se é para continuar a perder tempo para formar jogadores, como foi o Danilo, como é o Endrick, custa muito. Vocês sabem quanto o Real Madrid pagou pelo Endrick. Vocês sabem quanto a gente pagou, por exemplo, pelo López. A diferença é qualidade, valor está aí. Quero jogadores prontos, que vão fazer a diferença”, seguiu o português.

Apesar do posicionamento, Abel Ferreira fez questão de paciência aos torcedores, citando times do Velho Continente como exemplos, para que erros do passado não sejam repetidos em termos administrativos no Palmeiras.

“Que fiquem calmos e tranquilos. Não consigo entender ansiedade fora. Veem clubes como Liverpool. Não ganhou nada ano passado com os mesmos jogadores e treinadores. Não vamos ganhar sempre. Gostamos de filé mignon, mas também precisamos comer coxinha de frango. Seguir um bom caminho para não cometer erros do passado. Precisamos ser criteriosos. Não precisa entrar ninguém. Só se sair. Um ou dois jogadores, não mais do que isso. Não pode ser plano C. O plano C demanda tempo que futebol não tem. Futebol é resultado. Formar e potencializar para usar a base. Aqui é render”, complementou o técnico do Palmeiras.

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