Por que o Grêmio está sendo ameaçado de ser processado por danos morais por um clube paranaense
Situação envolvendo a venda do atacante Pepê em 2021 pelo Grêmio para o Porto ainda irrita o Foz do Iguaçu, do Paraná
Foto: Lucas Uebel/Grêmio
Lutando desesperadamente para não ser rebaixado no Campeonato Paranaense, o Foz do Iguaçu cogita processar o Grêmio por danos morais se o rebaixamento for confirmado. Tudo por conta da alegação de que a parte de que tinha direito a receber pela venda do atacante Pepê, em 2021, ao Porto, não foi recebida. Na época, o tricolor gaúcho o negociou por 15 milhões de euros.
O Foz entende que o não envio deste recurso prejudicou a montagem do time, que precisa vencer as duas últimas rodadas do estadual e ainda torcer por resultados paralelos para não cair.
“Estamos pedindo à CNRD (Câmara Nacional de Resoluções de Disputa) da CBF, que dê andamento ao nosso pedido, que esclareça o motivo dessa morosidade. Não podem beneficiar uma equipe grande como o Grêmio, em prejuízo a uma equipe pequena como o Foz do Iguaçu. Estamos à mercê de cair à segunda divisão e é nítida a diferença de qualidade nos elencos das outras equipes comparadas ao Foz. O Grêmio está contratando jogadores com salários milionários, e o Foz não pode fazer contratações”, disse o presidente do Foz, Arif Ozman, antes de acrescentar:
“O Grêmio responderá por isso também. Danos e prejuízos por não enviar o nosso dinheiro. E o Foz cair pra segunda divisão. A ação sobre danos e prejuízos será feita depois, se precisar realmente. Espero que não. O Foz tem duas rodadas, mas isso seria mais uma ação caso eles não cumpram a parte deles de nos repassar o nosso dinheiro, os R$ 30 milhões. Espero que não seja preciso, que o Foz sobreviva, mas realmente nos deram um sufoco, e o estresse é iminente”.
Grêmio se manifesta em nota
Ainda em janeiro, o Grêmio se manifestou em nota alegando aguardar decisão judicial sobre para quem deve enviar o pagamento. A antiga gestão gremista tinha dúvida se deveria pagar para empresários ou para o próprio clube. O tricolor tinha 70% de Pepê e o restante dos direitos é que causa discórdia.
“Existe um imbróglio judicial gerado pelo próprio clube paranaense, envolvendo o Grêmio e terceiros, e que tramita na CNRD (Câmara Nacional de Resoluções de Disputa). Este imbróglio gera dúvidas em relação a quem pagar. Em razão disso, iremos aguardar uma decisão formal dos órgãos competentes sobre para quem devemos efetuar o pagamento dos valores, para não correr o risco de ser obrigado a pagar duas vezes as quantias acordadas em contrato”, diz nota recente do Grêmio.

