PVC detona argumento da Mancha contra Leila no Palmeiras: “Péssimo”
Leila Pereira é alvo críticas após emprestar Allianz Parque ao São Paulo
Palmeiras Mancha Verde
O Palmeiras cumpriu o acordo e vai ceder a sua casa para abrigar a partida entre São Paulo e Água Santa, segunda, pelo Campeonato Paulista. A decisão de “emprestar” o Allianz Parque geraram uma série de críticas da Mancha Verde, principal uniformizada do clube.
Na quarta, Leila recebeu fortes críticas da organizada em uma nota publicada nas redes sociais. Nela, é descrito que a presidente do Palmeiras “afronta com a história do clube”.
“A realização desta partida lamentável no Allianz Parque constitui uma afronta à nossa história, aos nossos símbolos e à nossa coletividade. E é uma página tenebrosa a desonrar a memória dos bravos palestrinos da Arrancada Heroica, que protegeram o nosso estádio do ataque inimigo”, diz o comunicado.
Paulo Vinícius Coelho, PVC, critica a organizada e lembra a atiude de Leila não é inédita, mas sim outros presidentes já aprovaram tal cenário.
“Quando a Mancha diz que a Leila Pereira afronta a história do Palmeiras por ceder o Parque Antártica/Allianz Parque ao São Paulo, sendo que pelo menos outros três presidentes cederam antes, então ela não afrontou. É só questão da informação estar certa. Então, o argumento é ruim, o direito a manifestação perfeito. O argumento é péssimo”, disse PVC, no “Posse de Bola UOL”.
“O acordo Palmeiras é São Paulo não agride a história. É de reciprocidade. Se alguém se esqueceu, o hino do Palmeiras fala em transformar lealdade em padrão”, completa.
Leila rebate Mancha Verde
Em entrevista à ESPN, a presidente palestrina negou que tenha tomado sozinha a decisão de abrir a casa do Verdão ao São Paulo. De acordo com Leila, isso fez parte de um acordo com o rival, que permitiu que o Palmeiras atuasse no Morumbi no clássico contra o Santos, no último dia 4 de fevereiro, quando o Allianz Parque reservado para show.
– Acho que esqueceram da história do Palmeiras, quantas vezes jogamos no Morumbi. E ele perguntou se tivéssemos shows no Morumbi, poderiam usar o Allianz. Foi uma reciprocidade. A nossa rivalidade, eu vou lutar por isso sempre, cabe a um clube da grandeza do Palmeiras não fomentar violência. Eu quero ver mulheres, crianças, famílias quando o Palmeiras jogar no Allianz, Morumbi. Somos rivais dentro de campo, nós, dirigentes, vamos sempre fomentar pelo espetáculo, lutar pelo futebol. Isso que eu quero e essa é a posição do presidente Julio Cazares, que o mesmo problema que eu tive ele teve. Nunca foi da minha cabeça o Palmeiras jogar no Morumbi. A presidente Leila Pereira nunca toma uma decisão sozinha. Temos os diretores, conselho técnico, tomamos decisões em conjunta.
Leila explica acordo entre Palmeiras e São Paulo
No mês passado, o Palmeiras considerou um sucesso o jogo contra o Santos, no Morumbi. Com o Allianz Parque reservado para shows, o Verdão entrou em acordo com o São Paulo para utilizar o campo do rival. Desta vez, a situação é inversa e o Tricolor não pode utilizar sua casa.
“Me falaram que eu ia ser criticada politicamente. Mas eu falo: o que é melhor para o futebol? É fazer esse tipo de coisa? A gente vai jogar lá. Me falaram que não ia ser bom, mas perguntei o que era melhor. Jogar no Morumbi? Então vai jogar lá. Tenho que agradecer demais ao Júlio Casares, presidente do São Paulo, que em uma atitude extremamente correta, corajosa, porque ele também deve ter sido criticado. Quantas vezes o Palmeiras já não jogou no Morumbi? Vamos jogar lá, se eles precisarem jogar no Allianz, eles vão jogar no Allianz e a rivalidade tem que ser dentro de campo. Temos que fortalecer o produto futebol. Esquece”, diz Leila Pereira, ao UOL.
“Não queremos mais isso de coisa do passado. Ainda tem resquícios de politicagem velha no Palmeiras, estão na oposição, são os birrebaixados, entendeu? Isso eu não deixo mais. Não tenho medo de nada. Eu sei e estou comprovando o que é o melhor para o Palmeiras, olha a fase maravilhosa que estamos”, completou.

