Novo técnico do Corinthians, Cuca se revoltou quando dirigia o Cruzeiro contra o Timão; relembre
Novo treinador alvinegro se irritou bastante em derrota da Raposa há quase 13 anos
O Corinthians anunciou na tarde desta quinta-feira a contratação do técnico Cuca até o fim da temporada. Ele herdará a vaga de Fernando Lázaro, que voltou à antiga função de auxiliar-técnico da comissão técnico. O que muitos não se lembram é que o treinador protagonizou uma dos maiores pitis da história recente do futebol brasileiro.
Há quase 13 anos, o Corinthians, na época comandado por Tite, enfrentava o Cruzeiro, de Cuca, no Pacaembu, pelo Brasileirão 2010. Na época, os dois times travavam disputa pelo título da competição.
O jogo foi carregado de muita tensão, com os dois times se alternando no ataque. Tudo caminhava para um empate sem gols até que aos 42, o então cruzeirense Gil, hoje titular do Timão, dividiu dentro da área com Ronaldo, que ficou pelo chão. O árbitro Sandro Meira Ricci assinalou a penalidade para revolta dos cruzeirenses. O próprio Ronaldo converteu a cobrança e fez o último gol da carreira. O resultado colocou o alvinegro provisoriamente na liderança e deixou a Raposa mais longe do título.
Revoltado com a decisão da arbitragem, o meia Fabrício abandonou o campo e foi substituído por Wallyson.
Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Cuca disparou contra arbitragem, que segundo ele ignorou pênalti em Thiago Ribeiro e cometeu outros erros a favor do Corinthians.
“Eu tive que acalmar o Fabrício. Ele já queria expulsar o Fabrício. Foram três impedimentos, eram lances de gol. Eles são bons, por isso fiquei espantando. Ele não poderia dar pênalti no Thiago? Foi muito mais pênalti que o do Ronaldo. Tudo foi jogado fora, depois de 35 rodadas. O juiz colocou o Corinthians com a mão na taça”, declarou.
Em seguida, Cuca alertou o Fluminense, que também brigava pelo título e semanas mais tarde viria a ser campeão brasileiro.
“Eu vou falar para o Fluminense, para o pessoal do Rio de Janeiro, abrir o olho. Está estranho o negócio. Eu não posso falar mais do que isso porque senão pego um gancho. Mas tá estranho o negócio. Nao quero falar se fulano foi chefe de delegação, se é amigo de fulano e tal. Eu dou a minha vida, trabalhando e suando pelo Cruzeiro (tapa na mesa). Só sei que meu time está chorando no vestiário”, concluiu.


