Home Mídia Esportiva e bastidores Casagrande nega mágoa com a Globo e revela participação em programa da emissora

Casagrande nega mágoa com a Globo e revela participação em programa da emissora

Comentarista alegou que desligamento da empresa ocorreu por razões financeiras

Por Bruno Romão em 19/05/2023 09:11 - Atualizado há 2 anos

Reprodução

Dono de uma passagem de 25 anos na Globo, Casagrande deixou a emissora pelo desgaste dos últimos anos. Além disso, em entrevista ao podcast Inteligência LTDA, o ex-jogador contou que, no momento do desligamento, a direção alegou motivos financeiros para o término do vínculo. Mesmo com a decisão, ele não nutriu nenhum tipo de mágoa e aceitou um convite para participar do Esporte Espetacular.

Além de marcar presença em uma reportagem do programa, Casagrande é um dos nomes no documentário de Galvão Bueno no Globoplay. Sendo assim, nos momentos que for necessário, o ídolo do Corinthians deve continuar aceitando os convites da antiga casa.

“O estilo da Globo foi mudando. O esporte foi ficando mais próximo do entretenimento, ficando mais leve, e eu cheguei como um comentarista de opinião, me deram liberdade para falar sobre outros assuntos. Me posicionava politicamente, falava de música, teatro, cinema… tudo dentro de uma transmissão caso aparecesse um ganho. Depois da Copa de 2018, foi tudo se modificando e eu fui ficando desconfortável e eles também. Não queriam um estilo mais polêmico e eu não queria ser mais leve. Me chamaram para um acordo, foi igual ao Cléber (Machado). A justificativa foi questão financeira e tal.”, disse Casagrande.

Sai na boa. Tanto foi na boa que eu gravei para o Esporte Espetacular sobre um jogo de futebol feminino que aconteceu em 82, que eu e o Magrão apoiamos. Participei da série do Galvão… participei na boa e está tudo certo.“, completou.

Em relação aos termos do “futebol moderno”, Casagrande demonstrou compreensão com a linguagem que vem ganhando força. Recentemente, o comentarista esteve em uma transmissão no YouTube, mas não alterou seu estilo de falar sobre o jogo praticado dentro das quatro linhas.

A atualidade é essa e não tem volta. Eu fiz um jogo do Brasil na estreia do canal do Galvão. Para mim, foi igual. O que eu acho é que a linguagem do futebol independe da modernidade. Muitos falam ‘o último terço do campo’. Se eu falar ‘entrada da área’, todo mundo vai entender. X1 é um contra um, mano a mano. Não precisa ter uma guerra de linguagem. Os mais antigos criticando os mais novos e os mais novos se desfazendo da linguagem mais antiga. A linguagem do futebol é universal.”, relatou o comentarista.

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