Tiago Leifert questiona comentarista do Sportv por ‘esculacho’ em Abel Ferreira após fala sobre gritos de olé
Ex-apresentador da Globo chamou atenção para as críticas ‘passivo-agressivas’ contra Abel Ferreira
Reprodução/Youtube
O técnico Abel Ferreira voltou reprovar os gritos de olé de torcedores do Palmeiras. A vítima da vez foi o Goiás, goleado por 5 a 0 no estádio da Serrinha, em Goiânia, pela quarta rodada do Brasileirão. O episódio com o treinador palmeirense foi tema de debate na edição desta segunda-feira (8) do programa ‘3 na Área’.
O jornalista Tiago Leifert reproduziu o trecho da coletiva em que Abel fala sobre os gritos de olé e ‘validou’ a opinião do treinador. O ex-apresentador da Globo, entretanto, questionou a repercussão da entrevista do técnico, especialmente a avaliação de um dos comentaristas do Sportv.
Vale ressaltar que Leifert não chegou a citar nominalmente o comentarista. Contudo, torcedores do Palmeiras usaram as redes sociais e reclamaram de Paulo Cesar Vasconcellos no Troca de Passes.
“Eu achei tudo tranquilo o que ele falou [Abel Ferreira sobre gritos de olé]. Mas eu estava vendo o Sportv e o comentarista olha pra câmera e dá um esculacho no Abel. Eu não preciso dizer quem é porque eu gosto dele. Não é pela pessoa, é o comentário. Ele começa dizendo assim: ‘o grito de olé é uma coisa muito brasileira, é uma coisa muito nossa. É uma coisa que o brasileiro inventou desde a década de 1950’”, começou Tiago Leifert.
“Eu só queria chamar atenção que, todas as vezes que alguém vai criticar o Abel, tem de forma bem passivo-agressiva uma lembrança de que ele não é nosso. Uma lembrança de que ele é estrangeiro. Uma lembrança de que ele não deveria estar aqui (…) Não é só o grito de ‘olé’, é sempre ‘o gringo’. Começa sempre com ‘o gringo’, mas bem disfarçado. Inteligentemente disfarçado”, acrescentou.
O que Abel Ferreira falou sobre os gritos de olé:
Após a vitória sobre o Goiás, Abel Ferreira falou sobre os gritos de olé dos torcedores do Palmeiras que marcaram presença no estádio da Serrinha. Durante o jogo, o treinador chegou a demonstrar sua insatisfação com o coro palmeirense e foi perguntado sobre o assunto na entrevista coletiva.
“Eu venho de uma cultura diferente. Para mim, isso [gritar olé] é desrespeitar o adversário. Prefiro que o nosso torcedor continue a cantar as nossas músicas e por isso eu disse que não gosto disso até porque depois os jogadores começam a entrar nisso de só tocar a bola e eu não gosto desse jogo de posse sem intenção, onde os jogadores correm para todos os lados e só ficam tocando”, disse Abel Ferreira.
“Quando existe o ‘olé’, a tendência é de um jogo muito passivo. Gosto de um jogo com gols. Temos que fazer o máximo possível e gosto de respeitar os outros adversários. A melhor forma que temos de respeitar o adversário é continuarmos marcando gols, jogando“, completou.


